CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
A retocolite ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal crônica não contagiosa, em que há inflamação e ulcerações no intestino grosso (cólon) e no reto em sua camada mais superficial, a mucosa. A manifestação hepática mais comum desta patologia é:
Retocolite ulcerativa → manifestação hepática mais comum = Colangite Esclerosante Primária (CEP).
A Colangite Esclerosante Primária (CEP) é a manifestação hepatobiliar mais frequente e grave da retocolite ulcerativa, sendo uma doença colestática crônica que pode levar à cirrose e insuficiência hepática. É crucial o rastreamento e acompanhamento em pacientes com DII.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto, caracterizada por inflamação da mucosa. É uma condição autoimune com prevalência crescente, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A compreensão de suas manifestações extraintestinais é crucial para o manejo integral da doença, especialmente em contextos de residência médica. Entre as diversas manifestações extraintestinais, as hepatobiliares são de grande importância clínica. A Colangite Esclerosante Primária (CEP) destaca-se como a mais comum e grave, afetando cerca de 5-10% dos pacientes com RCU. A CEP é uma doença colestática crônica progressiva que leva à inflamação e fibrose dos ductos biliares intra e/ou extra-hepáticos, resultando em estenoses e dilatações. O diagnóstico precoce da CEP em pacientes com RCU é fundamental, pois pode progredir para cirrose, insuficiência hepática e colangiocarcinoma. O tratamento é complexo, focado no manejo dos sintomas e complicações, e o transplante hepático é a única terapia curativa para a doença avançada. Residentes devem estar atentos aos exames de função hepática alterados em pacientes com DII para rastreamento.
As manifestações extraintestinais da retocolite ulcerativa podem afetar diversos sistemas, incluindo articulações (artrite), pele (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), olhos (uveíte, epiesclerite) e, notavelmente, o fígado e vias biliares.
A associação entre CEP e retocolite ulcerativa é complexa e envolve fatores genéticos e imunológicos. Ambas são doenças autoimunes, e a inflamação crônica na DII pode desencadear ou exacerbar a resposta autoimune que afeta os ductos biliares.
O diagnóstico da CEP em pacientes com DII é feito pela combinação de alterações bioquímicas (elevação de fosfatase alcalina), achados de imagem (colangiopancreatografia por ressonância magnética - CPMR ou colangiografia endoscópica retrógrada - CPRE) e, por vezes, biópsia hepática.
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