HIFA - Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (ES) — Prova 2023
Um paciente portador de anastomose bileodigestiva, realizada para tratamento de lesão iatrogênica da via biliar, evolui com estenose da anastomose e episódios repetidos de febre com calafrios. Há uma semana também passou a apresentar icterícia e foi internado com quadro de colangite aguda grave. Nesse caso, é CORRETO afirmar que o tratamento completo desse paciente deve ser realizado com:
Colangite aguda grave = ATB amplo espectro (gram-neg, enterococos, anaeróbios) + desobstrução biliar URGENTE.
Colangite aguda grave é uma emergência médica que exige antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo gram-negativos, enterococos e anaeróbios, e desobstrução biliar imediata para drenar a bile infectada e aliviar a obstrução.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana das vias biliares, geralmente associada à obstrução do fluxo biliar. A colangite aguda grave, como no caso de estenose de anastomose bileodigestiva, é uma emergência médica que pode evoluir rapidamente para sepse e choque, com alta mortalidade se não tratada prontamente. Os sintomas clássicos incluem a tríade de Charcot (febre, dor no quadrante superior direito e icterícia), que pode progredir para a pêntade de Reynolds (adicionando hipotensão e alteração do estado mental) em casos graves. A importância clínica reside no reconhecimento precoce e na intervenção agressiva. A fisiopatologia envolve a proliferação bacteriana na bile estagnada devido à obstrução. As bactérias mais comuns são de origem entérica, como Escherichia coli, Klebsiella spp., Enterococcus spp. e anaeróbios. A estenose da anastomose bileodigestiva cria um ambiente propício para a estase biliar e infecção ascendente. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, elevação de bilirrubinas, enzimas hepáticas) e de imagem (dilatação das vias biliares, identificação da obstrução). O tratamento da colangite aguda grave é bimodal: antibioticoterapia de amplo espectro e desobstrução biliar urgente. A antibioticoterapia deve cobrir gram-negativos, enterococos e anaeróbios. A desobstrução biliar pode ser realizada por via endoscópica (CPRE), percutânea (drenagem biliar trans-hepática percutânea - DBTP) ou cirúrgica, dependendo da localização e natureza da obstrução, bem como da condição do paciente. A falha em desobstruir a via biliar rapidamente pode levar à progressão da sepse e falência de múltiplos órgãos.
Os pilares do tratamento da colangite aguda grave são a antibioticoterapia de amplo espectro para combater a infecção e a desobstrução biliar urgente para drenar a bile infectada e aliviar a obstrução.
A antibioticoterapia deve cobrir os principais patógenos envolvidos, que incluem bactérias gram-negativas (como E. coli, Klebsiella), enterococos e anaeróbios.
A desobstrução biliar é crucial porque a colangite é uma infecção em um sistema biliar obstruído. A drenagem da bile infectada e o alívio da pressão são essenciais para controlar a infecção, prevenir sepse e melhorar o prognóstico do paciente.
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