Colangite Aguda Grave: Manejo Urgente e CPRE

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026

Enunciado

Homem de 73 anos, diabético, febre alta e icterícia há 48 h. À admissão: rebaixamento do sensório, PA 78/46 mmHg (noradrenalina 0,2 µg/kg/min), FC 128 bpm, FR 26 irpm. BT 8,4 mg/dL, leucócitos 22.000, lactato 4,6 mmol/L. USG: dilatação de vias biliares e cálculo em colédoco distal. Qual a conduta prioritária?

Alternativas

  1. A) Realizar colecistectomia laparoscópica imediata com exploração do colédoco.
  2. B) Indicar descompressão biliar urgente por CPRE, associada a antibiótico e suporte clínico.
  3. C) Instituir antibiótico e observação na UTI, reservando a CPRE apenas em caso de piora.
  4. D) Optar por colecistostomia percutânea como tratamento definitivo nesta fase.
  5. E) Proceder laparotomia imediata com coledocotomia e drenagem biliar por Kehr.

Pérola Clínica

Colangite aguda grave com choque séptico → Pêntade de Reynolds → Descompressão biliar urgente (CPRE) + ATB + suporte.

Resumo-Chave

Pacientes com colangite aguda grave, caracterizada pela Pêntade de Reynolds (febre, icterícia, dor abdominal, hipotensão, alteração do estado mental), necessitam de descompressão biliar urgente, preferencialmente por CPRE, além de antibioticoterapia de amplo espectro e suporte hemodinâmico intensivo.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, frequentemente associada à obstrução. A apresentação clínica pode variar desde a tríade de Charcot (febre, icterícia, dor em quadrante superior direito) até a Pêntade de Reynolds, que adiciona hipotensão e alteração do estado mental, indicando um quadro de colangite supurativa e choque séptico. Este cenário exige uma abordagem terapêutica agressiva e urgente. O manejo da colangite aguda grave envolve três pilares: suporte clínico intensivo (incluindo vasopressores e fluidos para choque séptico), antibioticoterapia de amplo espectro e descompressão biliar. A descompressão biliar deve ser realizada o mais rápido possível, preferencialmente dentro de 24 horas, e a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o método de escolha devido à sua eficácia e menor invasividade em comparação com a cirurgia aberta, especialmente em pacientes hemodinamicamente instáveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para colangite aguda grave?

A colangite aguda grave é definida pela presença de disfunção de órgãos (choque, alteração do sensório, disfunção renal, hepática, respiratória ou hematológica), além da tríade de Charcot.

O que é a Pêntade de Reynolds e qual sua relevância?

A Pêntade de Reynolds inclui a tríade de Charcot (febre, icterícia, dor em QSD) mais hipotensão e alteração do estado mental, indicando colangite supurativa e grave, com necessidade de intervenção urgente.

Por que a CPRE é a conduta prioritária neste caso?

A CPRE permite a descompressão biliar rápida e minimamente invasiva, essencial para controlar a infecção e reverter o choque séptico, sendo superior à cirurgia aberta em pacientes instáveis.

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