Colangite Aguda: Diagnóstico, Tríade de Charcot e Manejo

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 66 anos de idade, cursando há 2 dias com quadro de dor intensa em abdome superior, principalmente à direita, associado a febre aferida e icterícia discreta de início há 1 dia. Apresenta também calafrios e leve confusão mental. O diagnóstico e a conduta no momento são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) Colangite aguda; antibioticoterapia parenteral e CPRE
  2. B) Colecistite aguda; antibioticoterapia parenteral e colecistectomia videolaparoscópica.
  3. C) Pancreatite aguda; dieta zero, expansão volêmica e analgesia.
  4. D) Pancreatite aguda; dieta zero, antibioticoterapia parenteral, expansão volêmica e CPRE.

Pérola Clínica

Dor abd superior D + Febre + Icterícia (Tríade Charcot) + Confusão/Hipotenção (Pêntade Reynolds) → Colangite Aguda Grave.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor em abdome superior direito, febre e icterícia (Tríade de Charcot), associado a calafrios e confusão mental (Pêntade de Reynolds), é altamente sugestivo de colangite aguda grave. A conduta inicial inclui antibioticoterapia parenteral e descompressão biliar urgente, preferencialmente por CPRE.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção bacteriana dos ductos biliares, geralmente secundária à obstrução do trato biliar, mais comumente por cálculos. É uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar sepse e mortalidade. O quadro clínico clássico é a Tríade de Charcot: dor em quadrante superior direito, febre e icterícia. Em casos de colangite aguda grave, a Tríade de Charcot pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, que inclui os três sintomas da tríade mais hipotensão e alteração do estado mental. A presença da Pêntade de Reynolds indica uma emergência médica e um alto risco de sepse e choque séptico, necessitando de intervenção imediata. A fisiopatologia envolve a estase biliar que permite a proliferação bacteriana e a translocação de bactérias do intestino para o sistema biliar. O tratamento da colangite aguda é multifacetado, começando com suporte clínico, hidratação e antibioticoterapia parenteral de amplo espectro para cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbios. A descompressão biliar é crucial e deve ser realizada o mais rápido possível, preferencialmente por CPRE, que permite a remoção de cálculos ou a colocação de stents. Em casos onde a CPRE não é possível ou falha, a drenagem percutânea ou cirúrgica pode ser necessária.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colangite aguda?

O diagnóstico de colangite aguda é baseado na presença de febre, dor no quadrante superior direito e icterícia (Tríade de Charcot). Em casos graves, pode-se adicionar hipotensão e alteração do estado mental (Pêntade de Reynolds).

Qual a conduta inicial para um paciente com colangite aguda?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia parenteral de amplo espectro para cobrir patógenos entéricos e descompressão biliar urgente, sendo a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) o método de escolha.

Qual a diferença entre colangite e colecistite aguda?

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente sem icterícia. A colangite aguda é a inflamação dos ductos biliares, quase sempre associada a obstrução biliar e icterícia, com maior risco de sepse.

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