Colangite Aguda: Fisiopatologia, Diagnóstico e Manejo

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação à colangite aguda, afirma-se que

Alternativas

  1. A) os dois fatores necessários para o desenvolvimento de colangite aguda são: presença de bactérias na árvore biliar e obstrução do fluxo biliar, com aumento da pressão intraluminal.
  2. B) o patógeno mais comuns é o Spirillum.
  3. C) a apresentação clássica da colangite é a da tríade de Charcot, com febre, icterícia e dor no quadrante superior esquerdo.
  4. D) a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é um método terapêutico raramente utilizado na colangite aguda de origem calculosa.
  5. E) quando a infecção começa a se manifestar com choque, os dois achados adicionais, as alterações no estado mental e a hipoglicemia, se juntam à tríade de Charcot, desenvolvendo-se a pêntade de Reynolds.

Pérola Clínica

Colangite aguda = obstrução biliar + infecção. Tríade Charcot: febre, icterícia, dor QSD.

Resumo-Chave

A colangite aguda é uma infecção grave da árvore biliar que ocorre devido à combinação de obstrução do fluxo biliar e presença de bactérias. A obstrução eleva a pressão intraluminal, facilitando a proliferação bacteriana e a translocação para a corrente sanguínea.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma emergência médica caracterizada pela inflamação e infecção da árvore biliar, geralmente secundária à obstrução do fluxo biliar e à presença de bactérias. É uma condição grave que pode progredir rapidamente para sepse e choque, sendo crucial o reconhecimento e manejo precoces para evitar alta morbimortalidade. A fisiopatologia central da colangite aguda reside na combinação de obstrução biliar (por cálculos, estenoses, tumores) e infecção bacteriana ascendente do duodeno. A obstrução leva ao aumento da pressão intraluminal nos ductos biliares, comprometendo a drenagem e favorecendo a proliferação bacteriana, com subsequente translocação para a corrente sanguínea. Os patógenos mais comuns são bactérias entéricas Gram-negativas, como E. coli, Klebsiella e Enterobacter. O diagnóstico é guiado pela tríade de Charcot (febre, icterícia e dor no quadrante superior direito) e, em casos graves, pela pêntade de Reynolds (tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental). O tratamento envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, fundamentalmente, a descompressão biliar, preferencialmente por CPRE, para restaurar o fluxo e drenar a bile infectada.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colangite aguda?

Os critérios de Tóquio 2018 incluem evidência sistêmica de inflamação (febre, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, bilirrubina elevada) e evidência de imagem de obstrução biliar (dilatação ductal, cálculo).

Qual o tratamento inicial da colangite aguda?

O tratamento inicial envolve antibioticoterapia de amplo espectro (cobrir Gram-negativos e anaeróbios) e suporte clínico. A descompressão biliar (geralmente por CPRE) é essencial e deve ser realizada após estabilização do paciente.

Como diferenciar a tríade de Charcot da pêntade de Reynolds?

A tríade de Charcot consiste em febre, icterícia e dor no quadrante superior direito. A pêntade de Reynolds adiciona hipotensão/choque e alteração do estado mental à tríade, indicando colangite supurativa grave.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo