Colangite Aguda: Critérios de Tóquio 2018 para Diagnóstico

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021

Enunciado

Paciente feminina, 52 anos, há 02 dias apresenta dor em hipocôndrio direito de forte intensidade, febre alta, calafrios, icterícia, colúria e acolia fecal. O exame de ultrassonografia abdominal mostrou litíase em vesícula biliar, associado à dilatação moderada das vias biliares extra-hepáticas. Foi diagnosticada como doença litiásica da via biliar e colangite. Considerando os Critérios de Tókio de 2018, qual critério listado abaixo não é utilizado para o diagnóstico de colangite?

Alternativas

  1. A) Dor em hipocôndrio direito.
  2. B) Febre.
  3. C) Icterícia.
  4. D) Dilatação de vias biliares.

Pérola Clínica

Critérios de Tóquio 2018 para colangite: Inflamação sistêmica (febre, leucocitose), Colestase (icterícia, enzimas hepáticas), Imagem (dilatação biliar, causa).

Resumo-Chave

Os Critérios de Tóquio 2018 para o diagnóstico de colangite aguda são divididos em três categorias: A (Inflamação Sistêmica), B (Colestase) e C (Imagem). A dor em hipocôndrio direito, embora seja um sintoma comum, não é um critério diagnóstico formal nos Critérios de Tóquio.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção bacteriana das vias biliares, geralmente secundária à obstrução do fluxo biliar. É uma condição grave que requer diagnóstico e tratamento rápidos. Os Critérios de Tóquio, atualizados em 2018, são amplamente utilizados para padronizar o diagnóstico e classificar a gravidade da colangite, auxiliando na tomada de decisão clínica. Os Critérios de Tóquio 2018 dividem os achados em três categorias principais: A (Inflamação Sistêmica), que inclui febre (>38°C) e/ou calafrios, e evidência laboratorial de resposta inflamatória (leucocitose >10.000 ou <4.000, ou PCR >1 mg/dL); B (Colestase), com icterícia (bilirrubina total >2 mg/dL) e/ou anormalidades nos testes de função hepática (fosfatase alcalina, gama-GT, AST, ALT >1,5x o limite superior); e C (Achados de Imagem), que demonstram dilatação biliar e/ou evidência de etiologia (ex: estenose, cálculo, massa). O diagnóstico de colangite suspeita requer um critério de A e um de B ou C. O diagnóstico definitivo requer um critério de A, um de B e um de C. É crucial notar que, embora a dor em hipocôndrio direito seja um sintoma clássico da tríade de Charcot e frequentemente presente na colangite, ela não é listada como um critério diagnóstico isolado nos Critérios de Tóquio 2018. A tríade de Charcot (febre, icterícia, dor em hipocôndrio direito) e a pêntade de Reynolds (tríade de Charcot + hipotensão e alteração do estado mental) são importantes para a suspeita clínica, mas os critérios de Tóquio oferecem uma abordagem mais estruturada para o diagnóstico e estratificação da gravidade. O tratamento envolve antibioticoterapia e descompressão biliar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais componentes dos Critérios de Tóquio 2018 para colangite?

Os critérios são divididos em três categorias: A (Sinais de inflamação sistêmica: febre, calafrios, leucocitose, PCR elevada), B (Sinais de colestase: icterícia, enzimas hepáticas alteradas) e C (Achados de imagem: dilatação biliar, evidência de etiologia).

Qual a diferença entre a tríade de Charcot e a pêntade de Reynolds?

A tríade de Charcot inclui dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia, sugerindo colangite. A pêntade de Reynolds adiciona hipotensão e alteração do estado mental à tríade, indicando colangite grave.

Por que a dilatação das vias biliares é um critério importante para colangite?

A dilatação das vias biliares em exames de imagem (como ultrassonografia ou colangioressonância) é um critério essencial porque indica obstrução do fluxo biliar, um fator predisponente e agravante da colangite.

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