ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma paciente de 45 anos, com diagnóstico de colelitíase há 1 ano, apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia ++/4, temperatura axilar de 38 °C, PA: 110 x 70 mmHg e bilirrubina total de 4,6 mg/dL, com bilirrubina direta de 3,2 mg/dL. Realizou ultrassonografia de abdômen, que mostrou vesícula de paredes finas, contendo múltiplos cálculos e discreta dilatação das vias biliares extra-hepáticas.Além da antibioticoterapia venosa, a conduta mais apropriada neste momento é:
Colangite leve (Charcot incompleta, sem hipotensão/confusão) → Suporte + ATB, drenagem eletiva.
A paciente apresenta sinais de colangite aguda (dor, icterícia, febre - Tríade de Charcot). No entanto, a ausência de hipotensão e confusão mental (Pentade de Reynolds) indica uma colangite leve a moderada, onde a conduta inicial é antibioticoterapia venosa e medidas de suporte, com drenagem biliar eletiva após estabilização.
A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, geralmente causada por obstrução biliar (mais comumente por cálculos) e subsequente proliferação bacteriana. Seu diagnóstico é baseado na presença da Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia), e a gravidade pode ser classificada pela presença da Pentade de Reynolds (Tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental). O manejo da colangite aguda depende da sua gravidade. Em casos leves a moderados, como o descrito na questão (sem sinais de choque ou disfunção orgânica), a conduta inicial consiste em antibioticoterapia venosa de amplo espectro, hidratação e medidas de suporte. A drenagem biliar, que é o tratamento definitivo da obstrução, pode ser postergada para um momento eletivo, após a estabilização clínica do paciente. Em contraste, pacientes com colangite grave (Pentade de Reynolds ou sinais de sepse/falência de órgãos) necessitam de drenagem biliar de urgência, geralmente por CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), para descompressão das vias biliares, além da antibioticoterapia e suporte intensivo. A diferenciação da gravidade é crucial para determinar a urgência da intervenção e otimizar o prognóstico.
Os sinais clássicos são a Tríade de Charcot: dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Em casos graves, pode evoluir para a Pentade de Reynolds, que adiciona hipotensão e alteração do estado mental.
A drenagem biliar de urgência é indicada em casos de colangite grave, caracterizada pela Pentade de Reynolds ou sinais de falência de órgãos, para desobstruir as vias biliares e controlar a infecção.
A conduta inicial para colangite leve a moderada inclui antibioticoterapia venosa de amplo espectro, hidratação e medidas de suporte. A drenagem biliar pode ser realizada de forma eletiva após a estabilização do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo