CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Paciente de 60 anos, apresenta dor abdominal em hipocôndrio direito associada à febre nas últimas 12 horas. Durante o exame físico, encontra-se febril (38,7°C), ictérico (2+/4+) e com pressão arterial de 110/70 mmHg. A palpação do abdome revela dor à compressão em hipocôndrio direito, sem sinais de peritonite. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda e elevação de bilirrubina direta e fosfatase alcalina. Uma ultrassonografia abdominal evidencia dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, com presença de cálculo em via biliar principal. Dentre os itens abaixo, qual a melhor conduta terapêutica para este paciente?
Colangite aguda grave (Charcot + hipotensão/confusão) → CPRE de urgência + ATB.
O paciente apresenta colangite aguda com sinais de gravidade (febre, icterícia, hipotensão, leucocitose e dilatação biliar com cálculo). Nesses casos, a desobstrução urgente da via biliar, preferencialmente por CPRE, é essencial para evitar a progressão para sepse e choque séptico, complementada por antibioticoterapia.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana das vias biliares, geralmente secundária à obstrução do ducto biliar comum, mais frequentemente por coledocolitíase. É uma condição grave que pode rapidamente progredir para sepse e choque séptico, sendo uma emergência médica. A apresentação clássica é a Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia), e em casos mais graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, que adiciona hipotensão e alteração do estado mental. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, elevação de bilirrubina direta e fosfatase alcalina) e por imagem (ultrassonografia, tomografia ou ressonância mostrando dilatação das vias biliares e/ou cálculo). A fisiopatologia envolve a estase biliar causada pela obstrução, que permite a proliferação bacteriana e a translocação de bactérias do intestino para o sistema biliar. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal, febre e icterícia, especialmente se houver histórico de litíase biliar. A conduta terapêutica inicial inclui suporte hemodinâmico, antibioticoterapia de amplo espectro e, crucialmente, a desobstrução da via biliar. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é o método de escolha para a desobstrução urgente, permitindo a remoção de cálculos ou a drenagem biliar. Em casos de colangite grave, a CPRE deve ser realizada o mais rápido possível após a estabilização inicial do paciente para prevenir complicações fatais.
O diagnóstico de colangite aguda é baseado na presença de sintomas como febre, dor abdominal em hipocôndrio direito e icterícia (Tríade de Charcot), juntamente com evidências laboratoriais de inflamação e colestase, e achados de imagem de dilatação biliar ou obstrução.
A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é crucial para a desobstrução da via biliar, permitindo a remoção de cálculos ou a colocação de stents. Em casos de colangite aguda grave, a CPRE de urgência é uma medida salvadora de vida para controlar a infecção.
A colangite aguda se diferencia pela presença da Tríade de Charcot (febre, icterícia, dor em HD) e evidências de obstrução biliar e infecção sistêmica. Outras causas como colecistite aguda geralmente não apresentam icterícia proeminente ou dilatação de via biliar principal.
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