HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Mulher, 48 anos de idade, é admitida com dor no hipocôndrio direito há 1 dia e icterícia. Ao exame físico, apresenta-se febril, temperatura axilar de 38,8 °C, ictérica 3/4+ e com dor à palpação do hipocôndrio direito, com Murphy negativo. É realizada ultrassonografia na admissão que evidencia múltiplos cálculos no interior da vesícula biliar e dilatação do hepatocolédoco, sem identificar fator obstrutivo. Em relação ao achado, a melhor conduta na urgência é
Icterícia + Febre + Dor QSD (Tríade de Charcot) com dilatação de colédoco → Colangite aguda = ATB + Drenagem biliar (CPRE).
A paciente apresenta sinais clássicos de colangite aguda (Tríade de Charcot: febre, icterícia, dor em QSD) com evidência de obstrução biliar (dilatação do colédoco). A conduta de urgência envolve antibioticoterapia para controlar a infecção e drenagem biliar, preferencialmente por CPRE, para aliviar a obstrução.
A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, geralmente precipitada por obstrução biliar, como coledocolitíase. Os sinais clássicos incluem a tríade de Charcot (febre, icterícia e dor em hipocôndrio direito). A presença de dilatação do hepatocolédoco na ultrassonografia, sem um fator obstrutivo claro, sugere fortemente coledocolitíase ou outra causa de obstrução que precisa ser resolvida. O manejo da colangite aguda é uma emergência médica que exige estabilização do paciente, antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir patógenos entéricos e, crucialmente, a drenagem da via biliar. A drenagem é essencial para aliviar a obstrução, reduzir a pressão e permitir a resolução da infecção. A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o método de escolha para a drenagem biliar na maioria dos casos de colangite aguda, permitindo a remoção de cálculos ou a colocação de stents. A colecistectomia, embora necessária para a colelitíase, não é a conduta inicial na urgência de uma colangite, pois não resolve a obstrução do colédoco e pode ser perigosa em um paciente séptico.
A colangite aguda é caracterizada pela tríade de Charcot: febre, icterícia e dor no quadrante superior direito do abdome. Em casos graves, pode evoluir para a pêntade de Reynolds, adicionando hipotensão e alteração do estado mental.
A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) é fundamental na colangite aguda para realizar a drenagem biliar, remover cálculos ou outras obstruções, e assim aliviar a pressão e a infecção no sistema biliar.
A colecistectomia é indicada para tratar a colelitíase subjacente que causou a coledocolitíase e a colangite, mas geralmente é realizada após a resolução da fase aguda da colangite e da drenagem biliar, não como conduta inicial na urgência.
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