IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Paciente de 90 anos, com quadro de dor discreta em hipocôndrio direito, associada à febre e calafrio, nega história prévia. Ao exame físico, bom estado geral, apresenta sinais de sarcopênica, pulso e pressão arterial normais, icterícia 2 em 4+, se massas palpáveis e discreto desconforto em epigástrio. Realizou um ultrassom em outro serviço que demostrou colelitíase. O melhor passo diagnóstico é:
Idoso com Tríade de Charcot + colelitíase → suspeita de colangite aguda, CPRM para diagnóstico.
O paciente apresenta a Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia), que é altamente sugestiva de colangite aguda, agravada pela colelitíase. A Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM) é o melhor exame diagnóstico não invasivo para avaliar as vias biliares e identificar a causa da obstrução.
A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, frequentemente associada à obstrução biliar, sendo a colelitíase a causa mais comum. A apresentação clínica clássica é a Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia), que está presente no caso descrito. Em pacientes idosos, a apresentação pode ser atípica ou mais branda, mas a gravidade da condição exige atenção. Após a suspeita clínica e a confirmação de colelitíase por ultrassom, o próximo passo diagnóstico é detalhar as vias biliares para identificar a causa e o nível da obstrução. A Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM) é o exame de escolha, pois é não invasivo, não utiliza radiação ionizante e oferece alta resolução para visualizar cálculos, estenoses ou outras anomalias nas vias biliares e ducto pancreático. A Tomografia Computadorizada (TC) pode ser útil para excluir outras causas de dor abdominal e avaliar complicações, mas é menos sensível que a CPRM para detalhes das vias biliares. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é um procedimento invasivo com riscos, sendo primariamente terapêutico (para desobstrução) e não o primeiro passo diagnóstico, a menos que haja urgência para drenagem biliar. A cintilografia com DISIDA avalia a função biliar, mas não a anatomia obstrutiva.
A colangite aguda classicamente se manifesta pela Tríade de Charcot: dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Em casos graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, incluindo hipotensão e alteração do estado mental.
A CPRM é um método não invasivo que oferece excelente visualização das vias biliares e pancreáticas, permitindo identificar a causa e o nível da obstrução (cálculos, estenoses, tumores) sem os riscos da CPRE.
A CPRE é indicada quando há necessidade de descompressão biliar urgente (terapêutica), como na colangite grave, ou para remoção de cálculos após o diagnóstico por CPRM ou ultrassom.
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