Colangite Aguda: Diagnóstico e Exame Confirmatório

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 42 anos apresenta dor em região epigástrica e hipocôndrio direito, febre, icterícia 2+/4+ e dor à palpação em hipocôndrio direito. Com base no caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável e o exame confirmatório.

Alternativas

  1. A) Abscesso hepático; punção dirigida.
  2. B) Tumor de cabeça de pâncreas; ultrassonografia abdominal.
  3. C) Colangite aguda; ultrassonografia abdominal.
  4. D) Pancreatite aguda; dosagem de amilase sérica.

Pérola Clínica

Dor HD + Febre + Icterícia (Tríade de Charcot) → Colangite Aguda. USG abdominal = exame inicial.

Resumo-Chave

A Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia) é altamente sugestiva de colangite aguda, uma infecção grave das vias biliares. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial de escolha para avaliar a dilatação das vias biliares e identificar a causa da obstrução, como cálculos.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção bacteriana grave das vias biliares, geralmente precipitada por uma obstrução que leva à estase biliar e proliferação bacteriana. É uma condição com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A apresentação clássica, conhecida como Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia), é um marco diagnóstico crucial para residentes e profissionais de saúde. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo biliar, mais comumente por coledocolitíase, mas também por estenoses, tumores ou parasitas. A estase biliar permite a ascensão de bactérias do duodeno para as vias biliares, resultando em infecção. A icterícia é um sinal de obstrução do ducto biliar comum, diferenciando-a de outras condições como a colecistite aguda, onde a obstrução é da vesícula biliar. O diagnóstico inicial é clínico e laboratorial (leucocitose, aumento de bilirrubinas e enzimas colestáticas). A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha, capaz de identificar a dilatação das vias biliares e, frequentemente, a causa da obstrução. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro e descompressão biliar, que pode ser endoscópica (CPRE) ou cirúrgica, dependendo da gravidade e da causa da obstrução.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colangite aguda?

Os critérios de Tóquio 2018 são amplamente utilizados, incluindo evidência de inflamação sistêmica (febre, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, alteração de enzimas hepáticas) e evidência de imagem (dilatação biliar, causa da obstrução). A presença dos três confirma o diagnóstico.

Qual a importância da ultrassonografia abdominal na colangite aguda?

A ultrassonografia é o exame inicial devido à sua disponibilidade e não invasividade. Ela pode identificar dilatação das vias biliares, cálculos na vesícula ou no ducto biliar comum, e outras causas de obstrução, orientando a necessidade de exames mais avançados como CPRE ou colangio-RM.

Quando suspeitar de uma colangite grave (Pentade de Reynolds)?

A Pentade de Reynolds inclui a Tríade de Charcot (dor HD, febre, icterícia) mais hipotensão e alteração do estado mental. Indica colangite supurativa grave e é uma emergência médica que exige descompressão biliar urgente e suporte intensivo.

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