HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Analise as afirmações sobre Colangite Aguda e indique a alternativa incorreta, conforme Guideline Tokyo (2018).
Colangite aguda: drenagem biliar endoscópica (CPRE) é preferencial, não cirúrgica.
A drenagem das vias biliares na colangite aguda, conforme os Guidelines de Tóquio, é primariamente realizada por via endoscópica (CPRE) ou percutânea, sendo a cirurgia reservada para falha das abordagens menos invasivas ou complicações específicas. O uso de antibióticos é sempre necessário.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana grave das vias biliares, geralmente secundária à obstrução do fluxo biliar. É uma condição com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. A etiologia mais comum é a coledocolitíase, mas estenoses benignas ou malignas também podem ser causas. O diagnóstico clínico clássico é a Tríade de Charcot (febre, dor no hipocôndrio direito e icterícia), que, quando acompanhada de hipotensão e alteração do estado mental, forma a Pentade de Reynolds, indicando colangite supurativa grave. Os Guidelines de Tóquio (2018) fornecem uma estrutura clara para o diagnóstico e manejo da colangite aguda, classificando-a em graus de gravidade (leve, moderada, grave). O tratamento inicial envolve suporte clínico, antibioticoterapia de amplo espectro (sempre necessária) e, crucialmente, a drenagem das vias biliares. A drenagem biliar é fundamental para aliviar a obstrução e controlar a infecção. A abordagem preferencial é endoscópica, via Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), que permite a remoção de cálculos ou a colocação de stents. A drenagem percutânea trans-hepática é uma alternativa quando a CPRE falha ou é contraindicada. A drenagem cirúrgica é geralmente reservada para casos de falha das abordagens menos invasivas, complicações específicas ou quando a causa da obstrução requer intervenção cirúrgica primária. Residentes devem estar aptos a identificar a gravidade da colangite e a indicar a melhor via de drenagem.
Os critérios incluem evidência de inflamação sistêmica (febre, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, enzimas hepáticas elevadas) e evidência de imagem de dilatação biliar ou causa da obstrução.
A drenagem biliar é indicada em todos os casos de colangite aguda, especialmente nos graus moderado e grave, para aliviar a obstrução e controlar a infecção.
A coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) é a causa mais comum de obstrução biliar que leva à colangite aguda.
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