Colangite Aguda: Diagnóstico e Manejo pelos Guidelines de Tóquio

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022

Enunciado

Analise as afirmações sobre Colangite Aguda e indique a alternativa incorreta, conforme Guideline Tokyo (2018).

Alternativas

  1. A) A Tríade de Charcot corresponde a dor no hipocôndrio D associada a febre e icterícia.
  2. B) Coledocolitíase é a principal etiologia.
  3. C) O uso de antibióticoterapia é sempre necessário.
  4. D) A drenagem das vias biliares deve ser feita cirurgicamente.
  5. E) Tem alto índice de morbidade e mortalidade.

Pérola Clínica

Colangite aguda: drenagem biliar endoscópica (CPRE) é preferencial, não cirúrgica.

Resumo-Chave

A drenagem das vias biliares na colangite aguda, conforme os Guidelines de Tóquio, é primariamente realizada por via endoscópica (CPRE) ou percutânea, sendo a cirurgia reservada para falha das abordagens menos invasivas ou complicações específicas. O uso de antibióticos é sempre necessário.

Contexto Educacional

A colangite aguda é uma infecção bacteriana grave das vias biliares, geralmente secundária à obstrução do fluxo biliar. É uma condição com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. A etiologia mais comum é a coledocolitíase, mas estenoses benignas ou malignas também podem ser causas. O diagnóstico clínico clássico é a Tríade de Charcot (febre, dor no hipocôndrio direito e icterícia), que, quando acompanhada de hipotensão e alteração do estado mental, forma a Pentade de Reynolds, indicando colangite supurativa grave. Os Guidelines de Tóquio (2018) fornecem uma estrutura clara para o diagnóstico e manejo da colangite aguda, classificando-a em graus de gravidade (leve, moderada, grave). O tratamento inicial envolve suporte clínico, antibioticoterapia de amplo espectro (sempre necessária) e, crucialmente, a drenagem das vias biliares. A drenagem biliar é fundamental para aliviar a obstrução e controlar a infecção. A abordagem preferencial é endoscópica, via Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), que permite a remoção de cálculos ou a colocação de stents. A drenagem percutânea trans-hepática é uma alternativa quando a CPRE falha ou é contraindicada. A drenagem cirúrgica é geralmente reservada para casos de falha das abordagens menos invasivas, complicações específicas ou quando a causa da obstrução requer intervenção cirúrgica primária. Residentes devem estar aptos a identificar a gravidade da colangite e a indicar a melhor via de drenagem.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colangite aguda segundo os Guidelines de Tóquio 2018?

Os critérios incluem evidência de inflamação sistêmica (febre, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, enzimas hepáticas elevadas) e evidência de imagem de dilatação biliar ou causa da obstrução.

Quando a drenagem biliar é indicada na colangite aguda?

A drenagem biliar é indicada em todos os casos de colangite aguda, especialmente nos graus moderado e grave, para aliviar a obstrução e controlar a infecção.

Qual a principal etiologia da colangite aguda?

A coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) é a causa mais comum de obstrução biliar que leva à colangite aguda.

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