IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
O paciente C.L.S, sexo masculino, 68 anos, chega à emergência com quadro de confusão mental, dor abdominal, tremores, febre e icterícia. Foi realizada uma radiografia abdominal que mostrou presença de ar na árvore biliar. Nesse caso, o diagnóstico é
Febre + Icterícia + Dor abdominal + Confusão + Hipotensão + Pneumobilia = Colangite Aguda Grave.
O quadro clínico de febre, dor abdominal e icterícia (Tríade de Charcot) associado a confusão mental e tremores (Pêntade de Reynolds incompleta) e a presença de ar na árvore biliar (pneumobilia) é altamente sugestivo de colangite aguda, especialmente em sua forma grave.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana grave do trato biliar, geralmente secundária a uma obstrução. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar sepse e mortalidade. A epidemiologia mostra que é mais comum em pacientes com cálculos biliares, estenoses biliares ou histórico de manipulação biliar. A importância clínica reside na sua rápida progressão para sepse e choque se não tratada. A fisiopatologia envolve a estase biliar e a proliferação bacteriana ascendente. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica clássica: a Tríade de Charcot (febre, dor abdominal no quadrante superior direito e icterícia) e, em casos graves, a Pêntade de Reynolds (Tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental). A presença de pneumobilia (ar na árvore biliar) em exames de imagem, como a radiografia abdominal ou tomografia, é um achado importante que sugere infecção por bactérias produtoras de gás ou fístula bilioentérica, reforçando o diagnóstico de colangite grave. O tratamento da colangite aguda é emergencial e consiste em antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem biliar. A drenagem pode ser realizada por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), drenagem percutânea ou cirurgia. O prognóstico depende da gravidade da apresentação e da rapidez da intervenção. Pontos de atenção para o residente incluem a identificação precoce dos sinais de gravidade (Pêntade de Reynolds) e a necessidade de intervenção imediata para desobstrução e controle da infecção.
Os critérios de Tóquio 2018 incluem evidência de inflamação sistêmica (febre, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, enzimas hepáticas alteradas) e evidência de imagem (dilatação biliar, causa da obstrução).
A pneumobilia em colangite aguda pode indicar a presença de organismos produtores de gás, fístula bilioentérica ou manipulação biliar prévia, sendo um sinal de gravidade e infecção.
A Pêntade de Reynolds (Tríade de Charcot + hipotensão + alteração do estado mental) indica colangite aguda grave e é um sinal de emergência médica que exige drenagem biliar urgente.
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