UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Em pacientes com diagnóstico de colangite aguda secundária à coledocolitíase, a abordagem terapêutica inicial, após o início das medidas gerais de suporte clínico e antibioticoterapia, é:
Colangite Aguda → Estabilização + Antibiótico + CPRE (Drenagem Biliar).
A descompressão biliar imediata (preferencialmente por CPRE) é o tratamento definitivo para resolver a obstrução e a infecção na colangite aguda secundária à coledocolitíase.
A colangite aguda é uma emergência médica caracterizada pela infecção da bile decorrente de uma obstrução biliar, mais frequentemente por coledocolitíase. Clinicamente, manifesta-se pela Tríade de Charcot (dor abdominal, febre e icterícia) ou pela Pêntade de Reynolds (acrescida de choque e alteração do nível de consciência). O manejo baseia-se nos Critérios de Tokyo (TG18). O pilar do tratamento é a descompressão biliar. A CPRE é o método de escolha por ser minimamente invasiva e permitir tanto o diagnóstico quanto a intervenção (papilotomia e retirada de cálculos ou colocação de stent). A estabilização hemodinâmica e a antibioticoterapia de amplo espectro são medidas de suporte essenciais que devem preceder ou acompanhar o procedimento endoscópico.
A CPRE deve ser realizada de forma urgente (em até 24-48 horas) em todos os pacientes com colangite aguda que não respondem prontamente às medidas iniciais de suporte e antibioticoterapia. Em casos de colangite grave (grau III de Tokyo), a descompressão deve ser o mais precoce possível para controlar o foco infeccioso e prevenir a falência orgânica múltipla.
Caso a CPRE não seja tecnicamente possível ou falhe em drenar a via biliar, as alternativas incluem a drenagem biliar percutânea trans-hepática (DBPTH) ou, em casos selecionados, a drenagem cirúrgica por coledocostomia com dreno de Kehr. A escolha depende da disponibilidade local e da anatomia do paciente.
A antibioticoterapia deve ser iniciada imediatamente após a suspeita clínica, visando cobrir germes gram-negativos entéricos e anaeróbios. No entanto, o antibiótico isolado não trata a causa obstrutiva; ele serve para limitar a bacteremia enquanto se organiza a descompressão mecânica da via biliar, que é o tratamento definitivo.
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