UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Uma paciente de 56 anos apresentava dor em cólica no hipocôndrio direito há 5 dias no interior do Estado, hoje chegou à capital apresentando-se ictérica, temperatura axilar de 39º e com dor à palpação do hipocôndrio direito. O quadro descrito e as condutas iniciais para o mesmo são:
Dor em cólica HD + febre + icterícia = Tríade de Charcot → Colangite aguda. Conduta: suporte e ATB.
A tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia) é clássica da colangite aguda, uma infecção grave das vias biliares. A conduta inicial é estabilizar o paciente com hidratação, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e antibioticoterapia de amplo espectro, seguida de drenagem biliar.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana das vias biliares, geralmente associada à obstrução do fluxo biliar, sendo a coledocolitíase a causa mais comum. É uma condição grave que pode rapidamente evoluir para sepse e choque. A apresentação clínica clássica é a Tríade de Charcot: dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Em casos mais graves, pode-se observar a Pentade de Reynolds, que adiciona hipotensão e alteração do estado mental, indicando sepse biliar. A fisiopatologia envolve a estase biliar causada por obstrução (cálculos, estenoses, tumores), que permite a proliferação bacteriana ascendente do duodeno. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, aumento de bilirrubinas, enzimas hepáticas) e de imagem (ultrassonografia, colangioressonância, CPRE). A suspeita é alta em pacientes com história de litíase biliar e que apresentam a tríade clássica. O tratamento inicial da colangite aguda é a estabilização clínica com hidratação venosa, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo gram-negativos e anaeróbios. Após a estabilização, a drenagem biliar é essencial para desobstruir as vias biliares e controlar a infecção, podendo ser realizada por CPRE, colangiografia percutânea trans-hepática (CPT) ou cirurgia. O prognóstico depende da gravidade da doença e da rapidez da intervenção.
A Tríade de Charcot é composta por dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Ela é um sinal clássico de colangite aguda, indicando infecção das vias biliares com obstrução.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente com hidratação venosa, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e início imediato de antibioticoterapia de amplo espectro. A drenagem biliar é o tratamento definitivo e deve ser planejada após a estabilização.
A Pentade de Reynolds inclui a Tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental. Sua presença indica colangite aguda grave, com sepse biliar, e requer intervenção de emergência para drenagem biliar, além do suporte clínico intensivo.
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