AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Paciente de 32 anos, do sexo feminino, obesa, vem apresentando há 6 meses episódios de dor em hipocôndrio direito que pioram ou são desencadeados com alimentação. Agora, procura atendimento médico por apresentar dor abdominal predominante em hipocôndrio direito há 24 horas, associada a icterícia, calafrios e febre. Realizou ecografia abdominal, que revelou múltiplos pequenos cálculos em vesícula biliar, parede vesicular medindo 2mm de espessura, colédoco com 1,3cm. Traz hemograma que realizou na noite anterior em unidade básica de saúde, apresentando 20.000 leuc/mm3 com 12% de bastões. Pressão arterial de 140/90 e FC: 110. Lúcida e orientada. Sobre o caso, o diagnóstico mais provável é:
Dor HD + Icterícia + Febre/Calafrios (Tríade de Charcot) + Leucocitose + Colédoco dilatado = Colangite Aguda.
O quadro clínico clássico de dor em hipocôndrio direito, icterícia e febre com calafrios (Tríade de Charcot), associado a leucocitose e dilatação do colédoco em paciente com colelitíase, é altamente sugestivo de colangite aguda, uma emergência médica.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana grave das vias biliares, geralmente precipitada por obstrução do fluxo biliar, mais comumente por coledocolitíase. É uma emergência médica que pode levar rapidamente à sepse e à morte se não tratada prontamente. A epidemiologia está ligada à prevalência de colelitíase e coledocolitíase. O diagnóstico da colangite aguda baseia-se na Tríade de Charcot (dor em hipocôndrio direito, icterícia e febre com calafrios). Em casos mais graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds (Tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental). Exames laboratoriais mostram leucocitose, elevação de bilirrubinas (predomínio direto), fosfatase alcalina e GGT. Exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia, revelam dilatação das vias biliares e, frequentemente, a causa da obstrução. O tratamento da colangite aguda envolve antibioticoterapia de amplo espectro e, crucialmente, a descompressão das vias biliares. A descompressão pode ser realizada por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), drenagem percutânea ou cirurgia, dependendo da causa e da gravidade da obstrução. O manejo rápido e eficaz é essencial para prevenir complicações graves como sepse e falência de múltiplos órgãos.
Os sintomas clássicos da colangite aguda são a Tríade de Charcot: dor em hipocôndrio direito, icterícia e febre com calafrios. Em casos graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, adicionando hipotensão e alteração do estado mental.
A colangite aguda se diferencia da colecistite aguda pela presença de icterícia e dilatação do colédoco, além da tríade de Charcot. A colecistite é a inflamação da vesícula biliar, geralmente sem icterícia significativa ou dilatação do colédoco.
A dilatação do colédoco na colangite indica obstrução das vias biliares, que é o fator predisponente para a infecção. A descompressão biliar é um pilar fundamental do tratamento.
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