Colangite Aguda e Coledocolitíase: Manejo e CPRE

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2016

Enunciado

Paciente obesa, 40 anos de idade, multípara com história de dor em epigástrio com irradiação para o hipocôndrio direito há 2 anos, associada a náuseas, vômitos e episódios isolados de febre. Realizou ultrassonografia do abdome há 1 ano, que evidenciou colelitíase (cálculos pequenos e médios). Relata que há 3 dias passou a apresentar episódio de dor abdominal em andar superior com irradiação em barra para o dorso, colúria, icterícia, febre e calafrios. Submetida à colangiorressonância que evidenciou colelitíase, coledocolitíase (3 cálculos em vias biliares extra-hepáticas) e colédoco com dilatação de 14 mm. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) O sexo feminino, idade, obesidade e a multiparidade podem ser considerados fatores de risco para litíase biliar.
  2. B) A litíase biliar secundária pode ser considerada a causa mais comum de colelitíase, sendo que o tratamento padrão-ouro nos pacientes sintomáticos é a colecistectomia. 
  3. C) A paciente apresenta critérios clínicos para "tríade de Charcot", que pode estar associada à colangite aguda que, por sua vez, pode demandar a descompressão da via biliar principal.
  4. D) Justifica-se o emprego da antibioticoterapia sistêmica voltada para germes Gram- negativos entéricos e controle do foco de infecção. 
  5. E) Devido ao risco de hemorragia, perfuração duodenal e pancreatite aguda, a realização da colangiopancreatografia endoscópica retrógrada com papilotomia e coledocolitotomia está proscrita.

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