SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente de 70 anos dá entrada na emergência com quadro de dor abdominal há 3 dias associado a febre, icterícia, hipotensão e confusão mental. Submetido a exames de imagem que evidenciaram cálculo obstrutivo em colédoco distal. Diante do exposto, o diagnóstico e classificação mais adequados são:
Charcot + Hipotensão + Confusão Mental = Pêntade de Reynolds (Colangite Grave).
A colangite aguda grave (Grau III) exige diagnóstico rápido baseado na Pêntade de Reynolds e descompressão biliar imediata para controle do foco séptico.
A colangite aguda é uma emergência médica causada pela obstrução do fluxo biliar (frequentemente por coledocolitíase) associada à infecção bacteriana da bile. A estase biliar aumenta a pressão intraductal, facilitando a translocação bacteriana para a circulação sistêmica. O caso clínico apresenta um paciente idoso com a Pêntade de Reynolds completa, o que caracteriza uma colangite aguda grave secundária à coledocolitíase obstrutiva. O reconhecimento precoce é vital, pois o atraso na descompressão biliar em pacientes com choque séptico biliar está associado a desfechos fatais.
A Pêntade de Reynolds é um sinal de colangite aguda grave e consiste na Tríade de Charcot (dor abdominal, febre com calafrios e icterícia) acrescida de hipotensão arterial (choque séptico) e alteração do nível de consciência (confusão mental). Sua presença indica alta mortalidade se não houver intervenção imediata.
A colangite Grau III (grave) é definida pela presença de disfunção em pelo menos um dos seguintes sistemas: cardiovascular (hipotensão requerendo aminas), neurológico (alteração da consciência), respiratório (PaO2/FiO2 < 300), renal (oligúria ou creatinina > 2.0), hepático (INR > 1.5) ou hematológico (plaquetas < 100.000).
O manejo envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro e, crucialmente, a descompressão biliar de urgência. A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o método de escolha. Caso não seja possível, opta-se por drenagem percutânea trans-hepática ou, raramente, cirurgia aberta.
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