PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Paciente feminina, 42 anos, obesa, hipertensa, iniciou quadro de dor abdominal em hipocôndrio direito, associado a náuseas, vômitos e há 01 dia, seu esposo passou a notar que ela estava ficando amarelada. Após 3 dias do início do quadro acima, passou a apresentar febre acima de 38,7ºC, quando procurou atendimento de urgência. Realizou exames laboratoriais evidenciando hiperbilirrubinemia as custas de bilirrubina direita, elevação de enzimas canaliculares, elevação de marcadores inflamatórios, e realizou ultrassonografia de abdome que evidenciou colelitíase e coledocolitíase. Em relação ao diagnóstico e manejo da colangite aguda, assinale a alternativa correta:
Colangite aguda → ATB amplo espectro + drenagem biliar + suporte hemodinâmico.
A colangite aguda é uma emergência médica que requer tratamento agressivo. A tríade terapêutica essencial inclui antibioticoterapia empírica de amplo espectro para cobrir os patógenos mais comuns, drenagem biliar para aliviar a obstrução e reduzir a pressão no sistema biliar, e suporte hemodinâmico, especialmente em casos de sepse ou choque.
A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, geralmente secundária à obstrução biliar, mais comumente por cálculos (coledocolitíase). É uma emergência médica que pode evoluir rapidamente para sepse e choque, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A apresentação clínica clássica inclui a tríade de Charcot (febre, dor em hipocôndrio direito e icterícia), embora nem todos os pacientes a apresentem. Fatores de risco incluem colelitíase, história de cirurgia biliar e estenoses biliares. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (elevação de bilirrubinas, enzimas canaliculares, marcadores inflamatórios) e exames de imagem. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, podendo identificar a causa da obstrução e a dilatação das vias biliares. Outros exames como a colangio-ressonância (CPRM) ou a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e, no caso da CPRE, para realizar a drenagem biliar terapêutica. O manejo da colangite aguda é multifacetado e deve ser iniciado imediatamente. Inclui antibioticoterapia empírica de amplo espectro, que deve cobrir bactérias Gram-negativas e anaeróbios, drenagem biliar urgente para desobstruir as vias biliares (geralmente por CPRE, mas pode ser percutânea ou cirúrgica), e suporte hemodinâmico agressivo para pacientes com sinais de sepse ou choque. A falha em instituir esses pilares do tratamento pode levar a desfechos desfavoráveis, ressaltando a importância de um reconhecimento e manejo rápidos.
O tratamento inicial da colangite aguda baseia-se em três pilares: antibioticoterapia de amplo espectro para combater a infecção, drenagem biliar para aliviar a obstrução e o processo inflamatório, e suporte hemodinâmico para estabilizar o paciente, especialmente em casos de sepse.
A tríade de Charcot (febre, dor em hipocôndrio direito e icterícia) é clássica, mas não está presente em todos os casos de colangite aguda. Sua ausência não exclui o diagnóstico, e a pentade de Reynolds (tríade + hipotensão e alteração do estado mental) indica colangite supurativa grave.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha para avaliar a via biliar, podendo evidenciar colelitíase, coledocolitíase e dilatação das vias biliares. No entanto, não é sempre suficiente para confirmar o diagnóstico de colangite, muitas vezes exigindo exames complementares como a CPRE ou colangio-RM para melhor detalhamento e, se necessário, intervenção.
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