HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Sobre a colangite, que é a inflamação do sistema biliar e configura-se em uma emergência médica, assinalar a alternativa INCORRETA:
Hiperbilirrubinemia e leucocitose são achados que CONFIRMAM, não descartam, colangite.
A colangite é uma emergência médica caracterizada por inflamação do sistema biliar. Achados laboratoriais como hiperbilirrubinemia (indicando colestase) e leucocitose (indicando infecção/inflamação) são consistentes com o diagnóstico de colangite e, portanto, não a descartam. Pelo contrário, são marcadores importantes para sua suspeita e confirmação.
A colangite é uma inflamação aguda do sistema biliar, geralmente causada por obstrução e infecção bacteriana, configurando-se como uma emergência médica com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A etiologia mais comum é a coledocolitíase, mas estenoses, tumores e outras condições obstrutivas também podem desencadeá-la. O reconhecimento rápido dos sinais e sintomas é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico clínico baseia-se na presença da Tríade de Charcot (febre, dor no quadrante superior direito e icterícia) e, em casos graves, na Pêntade de Reynolds (Tríade de Charcot mais hipotensão e alteração do estado mental). Exames laboratoriais tipicamente revelam leucocitose, hiperbilirrubinemia direta e elevação de enzimas hepáticas colestáticas. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial, frequentemente demonstrando dilatação dos ductos biliares, enquanto a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) podem ser necessárias para confirmar a obstrução e planejar a intervenção. O tratamento da colangite é multifacetado e deve ser iniciado imediatamente. Inclui suporte clínico com hidratação venosa e antibióticos de amplo espectro. A descompressão biliar é o pilar do tratamento definitivo, realizada preferencialmente por CPRE, mas também pode ser cirúrgica ou percutânea. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente a colangite, iniciar o tratamento empírico e encaminhar para a descompressão biliar, a fim de evitar complicações como sepse, abscesso hepático e falência de múltiplos órgãos.
Os sinais e sintomas clássicos da colangite aguda incluem a Tríade de Charcot (febre, dor no quadrante superior direito e icterícia). Em casos mais graves, pode evoluir para a Pêntade de Reynolds, que adiciona hipotensão e alterações do estado mental à tríade.
Em um paciente com colangite, espera-se encontrar exames laboratoriais que demonstrem hiperbilirrubinemia (especialmente bilirrubina direta), elevação de enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama-GT) e leucocitose com desvio à esquerda, indicando processo infeccioso e colestase.
Diante da suspeita clínica de colangite, a conduta inicial deve ser imediata e agressiva, incluindo reposição de líquidos intravenosos, analgesia e início de antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir patógenos entéricos comuns. A descompressão biliar, geralmente endoscópica, é frequentemente necessária após estabilização.
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