HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 35 anos de idade, em investigação de quadro de icterícia e dor abdominal, é submetido ao seguinte exame de imagem (imagem abaixo). Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o exame realizado e a estrutura apontada pela seta.\\n\\n
CPRE = Padrão-ouro terapêutico; identifica falhas de enchimento e anatomia ductal via endoscopia + raio-X.
A CPRE é um procedimento invasivo que permite a visualização direta da árvore biliar através da injeção de contraste retrógrado, sendo essencial para identificar obstruções e variações anatômicas como o ducto cístico.
A investigação da icterícia obstrutiva segue um algoritmo que começa com exames não invasivos, como ultrassonografia e exames laboratoriais. Quando a suspeita de obstrução biliar (como coledocolitíase ou neoplasias periampulares) é alta, exames de imagem avançados são necessários. A Colangioressonância (MRCP) é excelente para diagnóstico sem riscos invasivos. No entanto, a CPRE permanece fundamental quando o tratamento intervencionista é antecipado. A imagem clássica da CPRE mostra o endoscópio posicionado no duodeno e a árvore biliar preenchida por contraste. A identificação precisa do ducto cístico, ducto hepático comum e colédoco é vital para evitar iatrogenias durante procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos, garantindo a descompressão adequada da via biliar e a resolução do quadro de icterícia.
A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é um procedimento que utiliza um duodenoscópio para acessar a papila duodenal maior. Através dela, um cateter injeta contraste radiopaco nos ductos biliar e pancreático sob visão fluoroscópica (raio-X). É o método de escolha quando há necessidade de intervenção, como retirada de cálculos (papilotomia) ou drenagem de vias biliares.
O ducto cístico é a estrutura que conecta a vesícula biliar ao sistema de ductos hepáticos. Ele se une ao ducto hepático comum para formar o ducto colédoco. Em exames de imagem como a CPRE, ele é identificado como o ducto lateral que frequentemente apresenta as válvulas espirais de Heister e leva à vesícula biliar.
Por ser um procedimento invasivo, a CPRE possui riscos significativos. A complicação mais comum é a pancreatite pós-CPRE, ocorrendo em cerca de 3-10% dos casos. Outras complicações incluem sangramento (especialmente após papilotomia), colangite, perfuração duodenal e riscos relacionados à sedação profunda ou anestesia geral.
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