CPRE: Indicações e Quando Evitar o Procedimento

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025

Enunciado

A colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) é técnica efetiva no manejo das doenças biliares. Procedimento de alta complexidade que proporcionou grande avanço na terapêutica das doenças biliopancreáticas. Assinale a alternativa em que, atualmente, o uso da CPRE deve ser evitado ou postergado:

Alternativas

  1. A) Suspeita de coledocolitíase.
  2. B) Lesão periampular irressecável e presença de colestase.
  3. C) Fístula biliar pós colecistectomia.
  4. D) Estenose de via biliar.

Pérola Clínica

CPRE é terapêutica; para suspeita de coledocolitíase, exames não invasivos são preferíveis.

Resumo-Chave

A CPRE é um procedimento invasivo com riscos. Para mera suspeita de coledocolitíase, métodos diagnósticos menos invasivos como ultrassonografia, colangio-RM ou ecoendoscopia devem ser priorizados. A CPRE é reservada para casos com alta probabilidade ou para intervenção terapêutica.

Contexto Educacional

A Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada (CPRE) é um procedimento endoscópico complexo que revolucionou o tratamento das doenças biliopancreáticas. Embora seja uma ferramenta terapêutica poderosa, seu caráter invasivo e os riscos associados, como pancreatite pós-CPRE, perfuração e sangramento, exigem uma indicação criteriosa. O entendimento das indicações e contraindicações relativas da CPRE é fundamental para a prática clínica e para questões de residência médica. Historicamente, a CPRE era utilizada tanto para diagnóstico quanto para tratamento. Contudo, com o avanço de métodos de imagem não invasivos, como a colangio-ressonância magnética (colangio-RM) e a ecoendoscopia, o papel da CPRE diagnóstica diminuiu significativamente. Atualmente, a CPRE é primariamente um procedimento terapêutico, reservado para situações onde há alta probabilidade de doença biliar ou pancreática que necessite de intervenção, como remoção de cálculos, dilatação de estenoses ou drenagem de vias biliares. Portanto, em casos de mera suspeita de coledocolitíase, sem evidência clara de obstrução ou complicações, a CPRE deve ser evitada ou postergada em favor de exames diagnósticos menos invasivos. As indicações clássicas para CPRE incluem coledocolitíase confirmada com colangite ou pancreatite biliar, estenoses biliares (benignas ou malignas), fístulas biliares e disfunção do esfíncter de Oddi. A decisão de realizar uma CPRE deve sempre ponderar os benefícios terapêuticos contra os riscos potenciais para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações terapêuticas da CPRE?

A CPRE é indicada terapeuticamente para remoção de cálculos biliares (coledocolitíase), drenagem de estenoses biliares (benignas ou malignas), tratamento de fístulas biliares, e para colocação de stents em obstruções.

Por que a CPRE deve ser evitada em casos de apenas suspeita de coledocolitíase?

A CPRE é um procedimento invasivo com riscos potenciais como pancreatite, perfuração e sangramento. Para mera suspeita, exames não invasivos como colangio-RM ou ecoendoscopia são mais seguros e devem ser utilizados para confirmar o diagnóstico antes de uma intervenção invasiva.

Quais exames de imagem são preferíveis para o diagnóstico inicial de coledocolitíase?

Para o diagnóstico inicial de coledocolitíase, a ultrassonografia abdominal é o primeiro exame. Em caso de suspeita persistente, a colangio-ressonância magnética (colangio-RM) ou a ecoendoscopia são exames mais sensíveis e específicos, com menor risco que a CPRE diagnóstica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo