HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Uma senhora de 56 anos teve pancreatite aguda biliar há 1 ano. Após a resolução do surto de pancreatite, a ultrassonografia de abdômen mostrou coledocolitíase. Foi submetida a CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) com retirada dos cálculos do colédoco. Na sequência, fez colangioressonância, que descartou coledocolitíase residual. Finalmente, 11 meses depois do quadro de pancreatite aguda, foi feita a colecistectomia videolaparoscópica, com exploração radiológica das vias biliares (ERVB), ilustrada a seguir.A análise da colangiografia intraoperatória permite afirmar corretamente que
Colangiografia intraoperatória normal → ausência de cálculos residuais ou estenoses após CPRE e colecistectomia.
A colangiografia intraoperatória é crucial para confirmar a ausência de cálculos residuais nas vias biliares após procedimentos como CPRE e colecistectomia, especialmente em casos de pancreatite biliar prévia. Um exame normal indica sucesso na remoção dos cálculos e ausência de outras anomalias.
A colangiografia intraoperatória (CIO) é um procedimento radiológico realizado durante a colecistectomia para avaliar a anatomia e a patência das vias biliares, além de detectar cálculos residuais no ducto colédoco. É particularmente importante em pacientes com histórico de coledocolitíase ou pancreatite biliar, onde a presença de cálculos pode levar a complicações graves. A sua realização visa garantir a completa remoção de obstruções e prevenir reintervenções. A interpretação da CIO requer atenção aos detalhes, como o fluxo do contraste, o calibre dos ductos e a presença de falhas de enchimento. Um exame normal demonstra a livre passagem do contraste para o duodeno, sem evidência de cálculos ou estenoses. Em casos de pancreatite biliar, a resolução da coledocolitíase por CPRE prévia e uma CIO normal confirmam o sucesso do tratamento e a ausência de necessidade de exploração adicional da via biliar. Para residentes, dominar a interpretação da CIO é fundamental na cirurgia biliar. A decisão de não intervir mais, baseada em um exame normal, é tão importante quanto a decisão de explorar a via biliar em caso de achados patológicos. A compreensão das indicações e dos achados normais e patológicos da CIO é crucial para a segurança do paciente e para evitar complicações pós-operatórias.
Os achados normais incluem a livre passagem do contraste para o duodeno, ausência de falhas de enchimento (cálculos) e calibre adequado das vias biliares intra e extra-hepáticas.
É indicada em casos de suspeita de coledocolitíase, pancreatite biliar, icterícia obstrutiva ou dilatação das vias biliares, para confirmar a patência e ausência de cálculos residuais.
A coledocolitíase não tratada pode levar a colangite, pancreatite aguda, icterícia obstrutiva e cirrose biliar secundária, sendo crucial sua resolução.
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