SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Durante a realização de uma colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda, ocorreu dificuldade de dissecção do ducto cístico, pois havia dois possíveis císticos indo para o infundíbulo.Nesse caso, o procedimento que deve ser realizado para ajudar a clarificar a anatomia é:
Anatomia biliar duvidosa na colecistectomia → Colangiografia intraoperatória para segurança.
Em casos de anatomia biliar incerta durante uma colecistectomia, especialmente na presença de inflamação aguda ou variações anatômicas, a colangiografia intraoperatória é o procedimento padrão para identificar a via biliar, prevenir lesões do ducto biliar principal e guiar a dissecção segura.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas a dissecção da via biliar pode ser desafiadora, especialmente em casos de colecistite aguda ou variações anatômicas. A identificação precisa da anatomia é crucial para evitar lesões iatrogênicas do ducto biliar principal, uma complicação devastadora. A colangiografia intraoperatória (CIO) é uma ferramenta valiosa que permite a visualização radiográfica da árvore biliar durante a cirurgia. Ela é indicada quando há dúvida sobre a anatomia, suspeita de coledocolitíase ou em casos de colecistite aguda com inflamação intensa que distorce as estruturas. Para residentes de cirurgia, dominar a técnica e as indicações da CIO é fundamental para garantir a segurança do paciente e reduzir a morbidade associada às lesões de via biliar, que podem levar a múltiplas reintervenções e impactar significativamente a qualidade de vida.
As indicações incluem anatomia biliar incerta, colecistite aguda grave, suspeita de coledocolitíase, história de pancreatite biliar e icterícia pré-operatória.
Ela permite a visualização radiográfica da árvore biliar, identificando variações anatômicas, a exata localização dos ductos cístico e colédoco, e a presença de cálculos, garantindo uma dissecção mais segura.
Em casos de anatomia extremamente difícil, outras opções incluem a colecistectomia parcial, a conversão para cirurgia aberta ou a realização de uma colangiografia por ressonância magnética (CPRM) pré-operatória se houver tempo.
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