Colangiografia Intraoperatória: Indicações e Achados

USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019

Enunciado

Mulher, 34 anos de idade, foi submetida a colecistectomia laparoscópica devido a colelitíase sintomática. A operação transcorreu sem intercorrências. Segue foto do ato operatório:a. Cite 4 indicações para realização deste exame: Cite 4 indicações para realização deste exame:b. Cite três achados que devem ser procurados neste exame: \n

Alternativas

Pérola Clínica

Colangiografia intraoperatória: padrão-ouro para identificar cálculos coledocianos e prevenir lesões de via biliar.

Resumo-Chave

A colangiografia intraoperatória (CIO) é realizada durante a colecistectomia para mapear a anatomia biliar e detectar cálculos residuais no colédoco.

Contexto Educacional

A colangiografia intraoperatória (CIO) é um passo técnico fundamental em cirurgias biliares complexas. Ela consiste na injeção de contraste radiopaco através do ducto cístico para visualizar a árvore biliar sob fluoroscopia. Além de detectar cálculos não diagnosticados no pré-operatório (coledocolitíase silenciosa), a CIO atua como um 'mapa' que previne a transecção inadvertida do ducto hepático comum ou colédoco, uma das complicações mais temidas da colecistectomia. O domínio da técnica e a interpretação correta das imagens são competências essenciais para o cirurgião geral.

Perguntas Frequentes

Quais as principais indicações da colangiografia intraoperatória?

As indicações incluem: 1) Suspeita de coledocolitíase (história de icterícia, pancreatite biliar ou alteração de enzimas hepáticas); 2) Anatomia biliar incerta ou difícil identificação das estruturas no triângulo de Calot; 3) Dilatação do ducto colédoco observada em exames pré-operatórios; 4) Falha na progressão da cirurgia por dúvidas anatômicas.

Quais achados sugerem coledocolitíase na CIO?

Os principais achados são: 1) Falhas de enchimento (imagens radiolucentes) no interior dos ductos biliares; 2) Interrupção do fluxo de contraste para o duodeno (sinal do 'stop'); 3) Dilatação do ducto colédoco a montante de uma obstrução.

A colangiografia deve ser rotineira ou seletiva?

Existe um debate contínuo na literatura. A estratégia seletiva baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais para evitar custos e tempo cirúrgico. A estratégia rotineira defende que a CIO reduz o risco de lesões graves da via biliar principal e facilita o treinamento da equipe, permitindo a detecção precoce de variações anatômicas.

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