Colangiografia: Interpretação de Falha de Enchimento Biliar

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Nome do exame mostrado na imagem abaixo e alteração evidenciada:

Alternativas

  1. A) Colangioressonância – Obstrução do colédoco distal, com dilatação significativa a montante.
  2. B) Colangiografia – Estenose do colédoco proximal, com obstrução parcial.
  3. C) CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) – Lesão da via biliar principal, com extravasamento de contraste.
  4. D) Colangiografia – Falha de enchimento em colédoco distal, com boa passagem do contraste para o duodeno.
  5. E) Colangiografia – Falha na contrastação da árvore biliar intra-hepática (típico de colangite).

Pérola Clínica

Colangiografia: falha de enchimento em colédoco distal com passagem de contraste para duodeno → cálculo não obstrutivo ou impactado.

Resumo-Chave

A colangiografia é um exame radiológico que visualiza as vias biliares. Uma falha de enchimento no colédoco distal com contraste passando para o duodeno sugere a presença de um cálculo ou outra lesão intraluminal que não causa obstrução completa, permitindo o fluxo biliar.

Contexto Educacional

A colangiografia é um método de imagem fundamental na avaliação das vias biliares, permitindo a visualização da anatomia e a detecção de patologias como cálculos, estenoses e tumores. Pode ser realizada de diversas formas, como colangiografia intraoperatória, CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) ou colangioressonância (CPRM). A interpretação cuidadosa das imagens é crucial para o diagnóstico e planejamento terapêutico. A identificação de uma "falha de enchimento" refere-se a uma área onde o contraste não preenche completamente o lúmen da via biliar, sugerindo a presença de uma estrutura intraluminal. Quando essa falha ocorre no colédoco distal e há passagem de contraste para o duodeno, indica que a obstrução não é total, permitindo algum fluxo biliar. Este achado é frequentemente associado à coledocolitíase, onde um cálculo pode estar impactado, mas não ocluindo completamente a via. O manejo de pacientes com achados colangiográficos como falha de enchimento depende da etiologia e da presença de sintomas. Cálculos biliares podem ser removidos por CPRE ou cirurgicamente. A distinção entre obstrução parcial e completa é vital, pois a obstrução completa pode levar a complicações mais graves como colangite aguda e pancreatite biliar. O conhecimento aprofundado da colangiografia é essencial para residentes de cirurgia, gastroenterologia e radiologia.

Perguntas Frequentes

O que é uma colangiografia e quando é indicada?

A colangiografia é um exame de imagem que utiliza contraste para visualizar as vias biliares intra e extra-hepáticas. É indicada para investigar icterícia obstrutiva, coledocolitíase, estenoses biliares, tumores e avaliar a anatomia biliar antes ou durante cirurgias.

Como diferenciar uma falha de enchimento de uma obstrução completa na colangiografia?

Uma falha de enchimento na colangiografia indica a presença de uma lesão intraluminal (como um cálculo ou tumor) que impede o preenchimento completo do lúmen pelo contraste. Se houver passagem de contraste para o duodeno, a obstrução é parcial; se não houver passagem, a obstrução é completa.

Quais as principais causas de falha de enchimento no colédoco distal?

As principais causas de falha de enchimento no colédoco distal incluem coledocolitíase (cálculos na via biliar principal), estenoses benignas (pós-inflamatórias ou pós-cirúrgicas) ou malignas (tumores de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma), e, mais raramente, parasitas ou coágulos.

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