SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Nome do exame mostrado na imagem abaixo e alteração evidenciada:
Colangiografia: falha de enchimento em colédoco distal com passagem de contraste para duodeno → cálculo não obstrutivo ou impactado.
A colangiografia é um exame radiológico que visualiza as vias biliares. Uma falha de enchimento no colédoco distal com contraste passando para o duodeno sugere a presença de um cálculo ou outra lesão intraluminal que não causa obstrução completa, permitindo o fluxo biliar.
A colangiografia é um método de imagem fundamental na avaliação das vias biliares, permitindo a visualização da anatomia e a detecção de patologias como cálculos, estenoses e tumores. Pode ser realizada de diversas formas, como colangiografia intraoperatória, CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) ou colangioressonância (CPRM). A interpretação cuidadosa das imagens é crucial para o diagnóstico e planejamento terapêutico. A identificação de uma "falha de enchimento" refere-se a uma área onde o contraste não preenche completamente o lúmen da via biliar, sugerindo a presença de uma estrutura intraluminal. Quando essa falha ocorre no colédoco distal e há passagem de contraste para o duodeno, indica que a obstrução não é total, permitindo algum fluxo biliar. Este achado é frequentemente associado à coledocolitíase, onde um cálculo pode estar impactado, mas não ocluindo completamente a via. O manejo de pacientes com achados colangiográficos como falha de enchimento depende da etiologia e da presença de sintomas. Cálculos biliares podem ser removidos por CPRE ou cirurgicamente. A distinção entre obstrução parcial e completa é vital, pois a obstrução completa pode levar a complicações mais graves como colangite aguda e pancreatite biliar. O conhecimento aprofundado da colangiografia é essencial para residentes de cirurgia, gastroenterologia e radiologia.
A colangiografia é um exame de imagem que utiliza contraste para visualizar as vias biliares intra e extra-hepáticas. É indicada para investigar icterícia obstrutiva, coledocolitíase, estenoses biliares, tumores e avaliar a anatomia biliar antes ou durante cirurgias.
Uma falha de enchimento na colangiografia indica a presença de uma lesão intraluminal (como um cálculo ou tumor) que impede o preenchimento completo do lúmen pelo contraste. Se houver passagem de contraste para o duodeno, a obstrução é parcial; se não houver passagem, a obstrução é completa.
As principais causas de falha de enchimento no colédoco distal incluem coledocolitíase (cálculos na via biliar principal), estenoses benignas (pós-inflamatórias ou pós-cirúrgicas) ou malignas (tumores de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma), e, mais raramente, parasitas ou coágulos.
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