CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Qual a localização mais comum do colangiocancinoma?
Colangiocarcinoma mais comum = Peri-hilar (Tumor de Klatskin) → ~50-60% dos casos.
O colangiocarcinoma é classificado anatomicamente em intra-hepático, peri-hilar e distal. O tipo peri-hilar é a apresentação predominante na prática clínica.
O colangiocarcinoma é uma neoplasia maligna agressiva originada nos colangiócitos. A distinção anatômica é crucial pois dita o manejo cirúrgico e o prognóstico. Enquanto os tumores intra-hepáticos são frequentemente tratados com hepatectomia, os peri-hilares exigem ressecções complexas da confluência biliar e, muitas vezes, lobectomia hepática associada à linfadenectomia. O tumor distal (abaixo do cístico) geralmente é tratado com duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple). A sobrevida global permanece baixa, destacando a importância do diagnóstico precoce em pacientes com colestase.
O colangiocarcinoma peri-hilar, também conhecido como tumor de Klatskin, é aquele que se origina no epitélio dos ductos biliares entre os ductos hepáticos de segunda ordem e a inserção do ducto cístico no ducto hepático comum. Representa cerca de 50% a 60% de todos os colangiocarcinomas. Clinicamente, costuma se manifestar com icterícia obstrutiva indolor, perda de peso e prurido. O diagnóstico é desafiador e envolve exames de imagem como colangiorressonância e, por vezes, biópsia por CPRE ou ecoendoscopia.
A classificação de Bismuth-Corlette é utilizada especificamente para descrever a extensão do envolvimento biliar nos colangiocarcinomas peri-hilares. O Tipo I envolve o ducto hepático comum abaixo da confluência; o Tipo II envolve a confluência dos ductos hepáticos; o Tipo IIIa envolve a confluência e o ducto hepático direito; o Tipo IIIb envolve a confluência e o ducto hepático esquerdo; e o Tipo IV envolve a confluência e ambos os ductos hepáticos direito e esquerdo ou é multicêntrico. Essa classificação é fundamental para o planejamento cirúrgico.
Os principais fatores de risco incluem condições que causam inflamação crônica das vias biliares, como a Colangite Esclerosante Primária (CEP), cistos de colédoco, colelitíase intra-hepática (hepatolitíase) e infecções parasitárias por Clonorchis sinensis ou Opisthorchis viverrini. Outros fatores incluem cirrose hepática, hepatites virais B e C, além de fatores metabólicos como obesidade e diabetes. No entanto, muitos pacientes não apresentam um fator de risco identificável no momento do diagnóstico.
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