SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Os colangiocarcinomas surgem das células epiteliais dos ductos biliares intrahepáticos e extra-hepáticos. Embora esses cânceres não sejam tão comuns, eles são altamente letais porque a maioria está localmente avançada na apresentação. Com relação ao colangiocarcinoma intra-hepático qual das seguintes sentenças é verdadeira:
Sobrevida CCIH pós-ressecção < colangiocarcinoma distal extra-hepático pós-gastroduodenopancreatectomia.
Colangiocarcinomas intra-hepáticos (CCIH) frequentemente apresentam um prognóstico pior do que os colangiocarcinomas distais extra-hepáticos, mesmo após ressecção cirúrgica. Isso se deve, em parte, à sua apresentação tardia e à biologia tumoral mais agressiva.
Os colangiocarcinomas são neoplasias malignas que se originam do epitélio dos ductos biliares. Eles são classificados anatomicamente em intra-hepáticos (CCIH), perihilares (tumor de Klatskin) e distais extra-hepáticos. Embora sejam relativamente raros, são agressivos e frequentemente diagnosticados em estágios avançados, o que contribui para sua alta letalidade. O CCIH tem mostrado uma incidência crescente globalmente. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células epiteliais dos ductos biliares, frequentemente associada a condições inflamatórias crônicas, como colangite esclerosante primária ou infecções parasitárias. O diagnóstico é desafiador e envolve exames de imagem (TC, RM, colangiopancreatografia por ressonância magnética - CPMR) e biópsia. A ressecção cirúrgica é a única opção curativa, mas muitos pacientes não são candidatos devido à extensão da doença. O prognóstico do colangiocarcinoma é geralmente reservado, e a sobrevida varia significativamente com a localização e o estágio da doença. Colangiocarcinomas intra-hepáticos tendem a ter um prognóstico pior e menor sobrevida pós-ressecção em comparação com os colangiocarcinomas distais extra-hepáticos que são ressecados por gastroduodenopancreatectomia, devido a fatores como maior agressividade biológica e apresentação tardia. Terapias adjuvantes e neoadjuvantes estão em constante pesquisa para melhorar os resultados.
O colangiocarcinoma intra-hepático geralmente tem um prognóstico pior e menor sobrevida após ressecção, comparado ao colangiocarcinoma distal extra-hepático ressecado por gastroduodenopancreatectomia.
Frequentemente, o CCIH é diagnosticado em estágios mais avançados, com maior invasão local e metástases, além de ter uma biologia tumoral que pode ser mais agressiva.
A quimioterapia adjuvante pode ser considerada após ressecção, mas seu benefício na sobrevida ainda é objeto de estudo e não é universalmente comprovado para todos os subtipos e estágios.
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