SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Os tumores que se tornam mais visíveis do que o parênquima circundante logo após a injeção de contraste (na TC ou RM) são chamados de hipervasculares. Dentre os tumores do fígado (benigno ou maligno) abaixo, qual aquele que NÃO é considerado como hipervascular?
Colangiocarcinoma = hipovascular (realce tardio); HCC, HNF e Adenoma = hipervasculares (realce arterial).
O colangiocarcinoma intra-hepático é tipicamente hipovascular na fase arterial devido ao seu estroma fibrótico (desmoplasia), apresentando realce progressivo e tardio.
A diferenciação entre lesões hepáticas depende criticamente da análise dinâmica do contraste (fases arterial, portal e de equilíbrio). Tumores hipervasculares recebem suprimento sanguíneo predominantemente da artéria hepática, brilhando intensamente logo após a injeção do contraste. O colangiocarcinoma intra-hepático, originado dos ductos biliares, frequentemente causa retração capsular e dilatação de vias biliares periféricas, sinais que auxiliam no diagnóstico junto ao seu padrão de realce tardio. O conhecimento desses padrões é essencial para o manejo oncológico e cirúrgico.
O colangiocarcinoma intra-hepático possui uma característica histológica marcante chamada desmoplasia (intensa reação fibrótica). Como o tecido fibroso é pouco vascularizado, a lesão não capta contraste rapidamente na fase arterial (hipovascular). O realce ocorre de forma lenta e centrípeta, tornando-se mais visível nas fases tardias (equilíbrio), onde o contraste fica retido no interstício fibrótico.
Os tumores primários hipervasculares mais comuns são o Hepatocarcinoma (HCC), a Hiperplasia Nodular Focal (HNF) e o Adenoma Hepático. Entre as metástases, destacam-se as de tumores neuroendócrinos, carcinoma de células renais, melanoma e câncer de tireoide, que mantêm o padrão de vascularização do sítio primário.
O 'wash-out' (lavagem rápida do contraste na fase portal/venosa) é típico do HCC. A HNF mantém o realce ou fica isodensa, frequentemente com a cicatriz central realçando tardiamente. O colangiocarcinoma mostra realce progressivo. Essas dinâmicas são fundamentais para evitar biópsias desnecessárias em lesões benignas.
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