Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
O colangiocarcinoma intra-hepático é a segunda neoplasia hepática primária mais comum. Assinale a alternativa incorreta:
Colangiocarcinoma: CA 19-9 ↑ é comum, mas AFP e CEA são MENOS específicos ou elevados.
O CA 19-9 é o marcador tumoral mais frequentemente elevado no colangiocarcinoma, sendo útil no diagnóstico e monitoramento. No entanto, a alfa-fetoproteína (AFP) é classicamente associada ao hepatocarcinoma, e o CEA, embora possa estar elevado em algumas neoplasias gastrointestinais, não é um marcador primário para colangiocarcinoma. A alternativa D está incorreta porque a AFP não é tipicamente elevada no colangiocarcinoma.
O colangiocarcinoma intra-hepático (CCIH) é uma neoplasia agressiva que surge do epitélio dos ductos biliares intra-hepáticos, sendo a segunda neoplasia hepática primária mais comum após o hepatocarcinoma. Sua incidência tem aumentado globalmente, e o diagnóstico precoce é desafiador devido à apresentação inespecífica dos sintomas e à localização anatômica. Os fatores de risco para CCIH são diversos e incluem condições inflamatórias crônicas das vias biliares, como colangite esclerosante primária, doença cística coledociana e colangite piogênica recorrente. Clinicamente, os pacientes podem apresentar dor abdominal no quadrante superior direito, perda de peso, icterícia (se houver obstrução biliar), fadiga e febre. O diagnóstico envolve exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética) e, frequentemente, biópsia. Em relação aos marcadores tumorais, o CA 19-9 é o mais relevante para o colangiocarcinoma, estando elevado na maioria dos pacientes e sendo útil para monitoramento. No entanto, a alfa-fetoproteína (AFP) é um marcador primário para hepatocarcinoma e não é tipicamente elevada no CCIH. O antígeno carcinoembrionário (CEA) pode estar elevado em algumas neoplasias gastrointestinais, mas sua sensibilidade e especificidade para CCIH são limitadas. A compreensão desses marcadores é crucial para o diagnóstico diferencial e manejo adequado dos pacientes.
Os fatores de risco incluem colangite esclerosante primária, doença cística coledociana, colangite piogênica recorrente, infecções parasitárias (como Clonorchis sinensis) e cirrose hepática.
Os sintomas mais comuns são dor abdominal no quadrante superior direito, perda de peso, icterícia obstrutiva (especialmente em tumores peri-hilares), prurido e febre.
O CA 19-9 é o marcador tumoral mais útil no colangiocarcinoma, estando elevado em 70-80% dos casos. É empregado no diagnóstico, estadiamento, avaliação da resposta ao tratamento e detecção de recorrência, embora não seja específico.
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