HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Em relação ao Colangiocarcinoma, qual das alternativas NÃO contra-indica sua ressecção completa (R0)?
Ressecção R0 de colangiocarcinoma contraindicada por metástases, envolvimento vascular bilateral ou ductal bilateral secundário.
A ressecção curativa (R0) do colangiocarcinoma depende da ausência de metástases à distância e do comprometimento vascular ou ductal que impeça a remoção completa da doença, sendo o envolvimento unilobar de estruturas vasculares geralmente ressecável.
O colangiocarcinoma é um tumor maligno raro e agressivo que se origina do epitélio dos ductos biliares. Sua apresentação clínica é frequentemente tardia, e o diagnóstico precoce é um desafio. A ressecção cirúrgica completa (R0) é a única chance de cura, mas apenas uma minoria dos pacientes é elegível para cirurgia devido à extensão da doença no momento do diagnóstico. A ressecabilidade do colangiocarcinoma depende de uma avaliação rigorosa da extensão local e da presença de metástases. Fatores que contraindicam a ressecção R0 incluem metástases à distância (pulmonares, peritoneais, ósseas), comprometimento bilateral dos ductos hepáticos secundários, envolvimento bilateral da artéria hepática ou da veia porta próximo à sua bifurcação, e envolvimento da veia porta principal. O comprometimento de estruturas vasculares unilobares, no entanto, pode ser ressecável se o restante do fígado for funcional e bem vascularizado. A decisão de ressecção exige uma equipe multidisciplinar e exames de imagem detalhados, como tomografia computadorizada e ressonância magnética com colangiopancreatografia. Mesmo com a ressecção R0, a taxa de recorrência é alta, e terapias adjuvantes, como quimioterapia e radioterapia, são frequentemente consideradas para melhorar o prognóstico.
As principais contraindicações absolutas incluem metástases à distância, comprometimento bilateral dos ductos hepáticos secundários, envolvimento bilateral da artéria hepática e envolvimento da veia porta próximo à sua bifurcação ou bilateralmente.
O comprometimento de estruturas vasculares unilobares, como um ramo da artéria hepática ou da veia porta em apenas um lobo hepático, pode ser ressecado juntamente com o lobo afetado, desde que haja um remanescente hepático funcional e vascularização adequada para o lobo contralateral.
A ressecção R0 (margens livres de doença) é o único tratamento potencialmente curativo para o colangiocarcinoma e está associada a um prognóstico significativamente melhor em comparação com ressecções R1 (margens microscópicas positivas) ou R2 (doença macroscópica residual).
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