Retocolite Ulcerativa e Colangiocarcinoma: Risco e Sinais

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021

Enunciado

Masculino, 50 anos, portador de retocolite ulcerativa diagnosticada aos 15 anos de idade, procura UBS relatando perda de peso, icterícia progressiva, colúria e acolia fecal há 1 semana; nega febre. Qual tumor do trato gastrintestinal está associado à história patológica pregressa do paciente?

Alternativas

  1. A) Colangiocarcinoma
  2. B) Hemangioma hepático
  3. C) Carcinoma hepatocelular
  4. D) Angiossarcoma hepático

Pérola Clínica

Retocolite ulcerativa + icterícia obstrutiva = alta suspeita de colangiocarcinoma (via colangite esclerosante primária).

Resumo-Chave

Pacientes com retocolite ulcerativa de longa data têm risco aumentado para colangiocarcinoma, especialmente se houver colangite esclerosante primária associada. A icterícia obstrutiva progressiva é um sinal de alerta.

Contexto Educacional

A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Embora seja primariamente uma doença do trato gastrointestinal inferior, ela está associada a diversas manifestações extraintestinais e a um risco aumentado de certas malignidades. Uma das associações mais importantes e clinicamente desafiadoras é com o colangiocarcinoma. O risco de colangiocarcinoma é particularmente elevado em pacientes com RCU de longa duração, especialmente se houver a coexistência de colangite esclerosante primária (CEP), uma doença colestática crônica que causa inflamação e fibrose dos ductos biliares intra e extra-hepáticos. A CEP é considerada a principal ponte entre a RCU e o colangiocarcinoma, sendo um fator de risco independente e potente para o desenvolvimento deste câncer agressivo. A apresentação clínica do colangiocarcinoma em pacientes com RCU/CEP frequentemente inclui icterícia progressiva, perda de peso, dor abdominal, colúria e acolia fecal, refletindo a obstrução biliar. O diagnóstico precoce é desafiador, mas crucial, devido ao prognóstico geralmente reservado. A vigilância em pacientes de alto risco, incluindo exames de imagem e marcadores tumorais, é fundamental para tentar identificar a doença em estágios tratáveis.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre retocolite ulcerativa e colangiocarcinoma?

Pacientes com retocolite ulcerativa, especialmente aqueles com colangite esclerosante primária (CEP) associada, têm um risco significativamente aumentado de desenvolver colangiocarcinoma, um câncer agressivo das vias biliares.

Quais são os sintomas de alerta para colangiocarcinoma em pacientes com RCU?

Sintomas como icterícia progressiva, perda de peso, dor abdominal, colúria e acolia fecal em um paciente com RCU de longa data devem levantar forte suspeita de colangiocarcinoma.

O que é colangite esclerosante primária e sua importância nesse contexto?

A colangite esclerosante primária (CEP) é uma doença colestática crônica que afeta os ductos biliares e está fortemente associada à retocolite ulcerativa, sendo um fator de risco independente e significativo para o desenvolvimento de colangiocarcinoma.

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