INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Paciente de 35 anos, previamente saudável, relata febre persistente, perda de peso e tosse produtiva há dois meses. Procurou atendimento médico, tendo sido diagnosticado com tuberculose pulmonar através de TRM-TB, sem resistência à rifampicina, além de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Foram então solicitadas carga viral e contagem de CD4. A contagem de CD4 foi de 50 células/mm³, e a carga viral do HIV foi de 100.000 cópias/mL. Considerando as atuais diretrizes do Ministério da Saúde, de 2023, qual é a conduta correta em relação ao início da terapia antirretroviral (TARV) e do esquema contra TB?
Coinfecção TB/HIV com CD4 < 50 células/mm³ → iniciar TARV em até 7 dias após início do tratamento da TB.
Em pacientes com coinfecção TB/HIV, a decisão sobre o momento de iniciar a TARV em relação ao tratamento da tuberculose é crucial e depende da contagem de CD4. Para pacientes com CD4 < 50 células/mm³, as diretrizes atuais do Ministério da Saúde (2023) recomendam iniciar a TARV precocemente, dentro de 7 dias após o início do tratamento da TB, devido ao alto risco de progressão da doença pelo HIV e morte, apesar do risco de IRIS.
A coinfecção por tuberculose (TB) e HIV é um desafio de saúde pública global, sendo a TB a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. O manejo desses pacientes requer uma abordagem cuidadosa, especialmente em relação ao momento de iniciar a terapia antirretroviral (TARV) em relação ao tratamento da TB, para otimizar os resultados e minimizar complicações como a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS). As diretrizes atuais do Ministério da Saúde (2023) enfatizam a importância da contagem de CD4 para guiar o início da TARV. Em pacientes com imunossupressão grave (CD4 < 50 células/mm³), a TARV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro de 7 dias após o início do tratamento da TB, devido ao alto risco de progressão da doença pelo HIV e mortalidade. Embora o risco de IRIS seja maior nesse grupo, os benefícios da TARV superam os riscos. Para pacientes com CD4 entre 50 e 200 células/mm³, a TARV é geralmente iniciada entre 2 e 4 semanas após o início do tratamento da TB. Se o CD4 for > 200 células/mm³, pode-se atrasar o início da TARV para 8 semanas. O tratamento da TB deve sempre ser iniciado imediatamente após o diagnóstico. A compreensão dessas diretrizes é vital para a prática clínica e para a prevenção de desfechos adversos.
A contagem de CD4 é o principal fator. Pacientes com CD4 < 50 células/mm³ devem iniciar a TARV precocemente (em até 7 dias) devido ao risco de morte. Com CD4 entre 50-200, a TARV é iniciada em 2-4 semanas. Com CD4 > 200, pode-se esperar 8 semanas.
IRIS é uma piora paradoxal dos sintomas da TB ou surgimento de novas manifestações inflamatórias após o início da TARV, devido à recuperação do sistema imune. É mais comum em pacientes com CD4 baixo e início precoce da TARV, mas geralmente é autolimitada e manejável.
O esquema RIPE inclui Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol. É a base do tratamento da TB sensível, com duração e fases específicas.
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