HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
As manifestações pouco usuais ocorrem em de indivíduos coinfectados pela leishmaniose e pelo HIV. Aproximadamente, 10% a 16% dos casos, mas a maioria delas é conhecida há décadas em pacientes imunocompetentes. Sobre isso, podemos indicar como correto que:
Coinfecção Leishmaniose-HIV → manifestações atípicas, incluindo Leishmania em lesões de Kaposi ou Herpes.
A coinfecção por Leishmania e HIV leva a manifestações clínicas atípicas da leishmaniose, devido à imunossupressão. É comum encontrar parasitas em locais incomuns, como pele íntegra, ou em lesões de outras infecções oportunistas, como Sarcoma de Kaposi ou Herpes, o que exige alta suspeição diagnóstica.
A coinfecção por Leishmania e HIV representa um desafio significativo de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. A imunossupressão induzida pelo HIV altera profundamente a história natural da leishmaniose, levando a um espectro de manifestações clínicas mais amplas e frequentemente atípicas, com maior risco de reativação e falha terapêutica. Em pacientes coinfectados, a leishmaniose visceral pode apresentar-se com febre prolongada, hepatoesplenomegalia e pancitopenia, mas também com achados cutâneos incomuns, como lesões em pele íntegra ou sobrepostas a outras dermatoses oportunistas, como Sarcoma de Kaposi, Herpes simplex ou Herpes-zóster. A detecção de parasitas em locais não usuais é um marcador dessas apresentações atípicas. O diagnóstico requer alta suspeição clínica e confirmação parasitológica. O tratamento é mais complexo, com maior taxa de recaídas e necessidade de terapias mais prolongadas ou combinações de medicamentos. A profilaxia secundária e o manejo da imunossupressão pelo HIV são cruciais para melhorar o prognóstico e prevenir recorrências.
As manifestações atípicas incluem a presença de Leishmania spp. em pele íntegra, em lesões de outras condições como Sarcoma de Kaposi, Herpes simplex ou Herpes-zóster, e apresentações viscerais com menor resposta ao tratamento.
O HIV causa imunossupressão progressiva, principalmente da imunidade mediada por células T, essencial para o controle da Leishmania. Isso leva a maior risco de reativação, doença disseminada, apresentações atípicas e menor resposta terapêutica.
O diagnóstico pode ser mais difícil devido às apresentações atípicas, menor sensibilidade dos testes sorológicos (devido à imunossupressão) e maior carga parasitária em tecidos incomuns, exigindo biópsias e exames parasitológicos de múltiplos sítios.
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