Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Em relação às drogas usadas na terapia antirretroviral descritas abaixo qual pode ser usadas em combinação ao esquema RHZE?
Rifampicina (RHZE) interage com TARV; Efavirenz é opção clássica para coinfecção HIV-TB.
A coinfecção HIV-TB exige atenção às interações medicamentosas, especialmente da rifampicina, um potente indutor enzimático. Efavirenz é um antirretroviral que, embora com interações, pode ser usado com o esquema RHZE, sendo uma escolha comum.
A coinfecção por HIV e Tuberculose (TB) é um desafio clínico significativo, exigindo o tratamento concomitante de ambas as condições. O esquema padrão para TB, conhecido como RHZE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol), inclui a rifampicina, um fármaco com potentes propriedades indutoras enzimáticas. A rifampicina induz o sistema enzimático do citocromo P450 no fígado, acelerando o metabolismo de muitos medicamentos, incluindo diversos antirretrovirais. Essa interação pode levar a concentrações subterapêuticas dos antirretrovirais, comprometendo a eficácia do tratamento do HIV e favorecendo o desenvolvimento de resistência viral. Por essa razão, a escolha da Terapia Antirretroviral (TARV) em pacientes coinfectados deve ser cuidadosamente planejada. Historicamente, o Efavirenz, um inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo (ITRNN), tem sido uma das opções preferenciais para uso com rifampicina, embora também sofra interação, geralmente tolerável. Inibidores de protease (IPs) como Indinavir e Ritonavir são geralmente contraindicados ou exigem ajustes complexos devido às interações severas. Mais recentemente, o Dolutegravir, um inibidor de integrase (INI), tem sido recomendado com ajuste de dose (duas vezes ao dia) devido ao seu perfil de segurança e eficácia, tornando-se uma opção cada vez mais utilizada nas diretrizes atuais.
A rifampicina é um potente indutor do citocromo P450, o que acelera o metabolismo de muitos antirretrovirais, reduzindo suas concentrações plasmáticas e podendo levar à falha terapêutica.
Os inibidores de protease (IPs) e, em menor grau, os inibidores de integrase (INIs) são as classes mais afetadas, muitas vezes exigindo contraindicação ou ajustes significativos de dose.
A escolha da TARV deve considerar as interações com rifampicina. Efavirenz é uma opção tradicional. Dolutegravir, com ajuste de dose para duas vezes ao dia, é outra opção preferencial em diretrizes mais recentes.
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