INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem, de 37 anos de idade, com AIDS/HIV diagnosticada há 3 anos, compareceu à consulta com o médico da UBS próxima de sua casa, trazendo resultados de exames solicitados na consulta anterior. O teste rápido molecular para tuberculose feito no escarro confirmou o diagnóstico de tuberculose pulmonar e sensibilidade à rifampicina. A carga viral para HIV apresentou resultado de 98 000 cópias por mililitro. Nessa situação, o médico deverá
Coinfecção HIV/TB: iniciar tratamento TB sem atraso; avaliar resistência antirretrovirais se carga viral alta.
Em pacientes com coinfecção HIV/TB, o tratamento da tuberculose deve ser iniciado o mais rápido possível, independentemente do status da terapia antirretroviral (TARV). A avaliação de resistência aos antirretrovirais é importante devido à carga viral elevada, mas não deve atrasar o tratamento da TB, que é a condição mais aguda e com maior risco de transmissão.
A coinfecção por HIV e tuberculose (TB) representa um desafio significativo de saúde pública, sendo a TB a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. O manejo desses pacientes exige uma abordagem cuidadosa e coordenada, priorizando o tratamento da infecção mais aguda e com maior potencial de transmissão. No cenário de um paciente com HIV/AIDS e diagnóstico recente de tuberculose pulmonar, o tratamento da TB deve ser iniciado sem atrasos. A rifampicina, um dos principais fármacos antituberculose, possui importantes interações medicamentosas com alguns antirretrovirais, o que exige ajustes no esquema de terapia antirretroviral (TARV). A carga viral de HIV de 98.000 cópias/mL em um paciente que já está em uso de antirretrovirais há 3 anos é um indicativo de falha terapêutica, que pode ser decorrente de má adesão ou, mais preocupantemente, de resistência viral aos medicamentos em uso. Portanto, a conduta correta é iniciar o tratamento da tuberculose imediatamente, conforme o resultado de sensibilidade à rifampicina. Paralelamente, deve-se investigar a causa da falha terapêutica do HIV, incluindo a avaliação de eventual resistência aos antirretrovirais. Essa avaliação não deve, contudo, atrasar o início da terapia antituberculose. O momento de início da TARV em relação ao tratamento da TB deve seguir as diretrizes atuais, geralmente dentro de 2 a 8 semanas, para equilibrar o benefício da reconstituição imune com o risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS).
A prioridade é iniciar o tratamento da tuberculose o mais rápido possível, pois é uma doença com alta morbimortalidade e transmissibilidade. A terapia antirretroviral (TARV) deve ser iniciada ou ajustada em seguida, considerando as interações medicamentosas e o risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS).
As diretrizes atuais recomendam iniciar a TARV precocemente, geralmente dentro de 2 a 8 semanas após o início do tratamento da tuberculose, independentemente da contagem de CD4, para reduzir a morbimortalidade e otimizar a resposta imunológica.
Uma carga viral elevada em um paciente em uso de TARV pode indicar falha terapêutica, que pode ser causada por má adesão ou resistência aos medicamentos. A avaliação da resistência é crucial para ajustar o esquema antirretroviral e garantir a supressão viral eficaz a longo prazo.
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