FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
A evolução para óbito, geralmente, decorre de complicações da hepatopatia crônica, como insuficiência hepatocelular, hipertensão portal (varizes gastresofágicas, hemorragia digestiva alta, ascite) e encefalopatia hepática, além de trombocitopenia e desenvolvimento de CHC. Somente NÃO podemos aceitar que:
Coinfecção HIV/HCV → acelera progressão para cirrose e CHC.
A coinfecção pelo HIV em pacientes com hepatite C é um fator de risco bem estabelecido para a progressão mais rápida da fibrose hepática e desenvolvimento de cirrose e suas complicações. Ao contrário do que a alternativa D afirma, a progressão não é inalterada, sendo significativamente acelerada.
A hepatopatia crônica é uma condição de saúde pública global, com a hepatite C (HCV) sendo uma das principais causas. Suas complicações, como insuficiência hepatocelular, hipertensão portal (levando a varizes esofágicas, ascite e hemorragia digestiva alta), encefalopatia hepática, trombocitopenia e carcinoma hepatocelular (CHC), são as principais causas de morbidade e mortalidade. O risco de óbito após um primeiro episódio de descompensação hepática é significativo, variando de 15% a 20% nos 12 meses seguintes. A progressão da hepatite C para cirrose é influenciada por diversos fatores. Embora o genótipo 1 do HCV seja o mais prevalente globalmente, a taxa de progressão para cirrose pode ser acelerada por comorbidades como o alcoolismo. Um ponto crítico para residentes é que a coinfecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) NÃO mantém a progressão inalterada; pelo contrário, acelera significativamente a fibrose hepática e o risco de cirrose e CHC. As hepatites virais são agravos de notificação compulsória no Brasil desde 1996, ressaltando sua importância epidemiológica. O manejo de pacientes com hepatopatia crônica, especialmente aqueles com coinfecção HIV/HCV, exige uma abordagem multidisciplinar e monitoramento contínuo para prevenir e tratar as complicações, visando melhorar o prognóstico e a qualidade de vida.
As principais complicações incluem insuficiência hepatocelular, hipertensão portal (com varizes, ascite, hemorragia digestiva), encefalopatia hepática, trombocitopenia e desenvolvimento de carcinoma hepatocelular.
A coinfecção por HIV acelera a progressão da fibrose hepática e o desenvolvimento de cirrose e suas complicações em pacientes com hepatite C, exigindo manejo e monitoramento mais rigorosos.
A notificação compulsória das hepatites virais, desde 1996 no Brasil, é crucial para o monitoramento epidemiológico, controle da doença e implementação de políticas de saúde pública eficazes.
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