Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Homem de 26 anos de idade, assintomático, procura consulta médica após resultados de exames laboratoriais solicitados em avaliação admissional: AgHBs positivo, anti-HBs negativo, anti-HBc total positivo, AgHBe negativo, anti-HBe negativo, HIV positivo. Exame clínico normal e exames laboratoriais gerais, incluindo função renal, enzimas e função hepática, sem alterações. Mostra exames anteriores com AgHBs positivo em rastreamento realizado há 6 meses. A conduta adequada nessa situação é:
Coinfecção HIV-HBV → tratar AMBAS simultaneamente com ART que inclua agentes ativos contra HBV (ex: Tenofovir + Lamivudina/Emtricitabina).
Pacientes co-infectados com HIV e Hepatite B crônica devem receber tratamento para ambas as infecções simultaneamente. A terapia antirretroviral para HIV deve incluir medicamentos com atividade comprovada contra o HBV, como tenofovir e lamivudina (ou emtricitabina), para otimizar o controle viral de ambas as doenças e prevenir a progressão da doença hepática.
A coinfecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e pelo Vírus da Hepatite B (HBV) é um desafio clínico significativo, pois ambas as infecções interagem e podem acelerar a progressão da doença hepática. O paciente do caso apresenta marcadores sorológicos de Hepatite B crônica (AgHBs positivo por mais de 6 meses, anti-HBc total positivo) e infecção por HIV. Em pacientes co-infectados com HIV e HBV, o tratamento para ambas as condições é mandatório e deve ser iniciado simultaneamente. A presença do HIV altera a história natural da HBV, aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular, mesmo em pacientes com baixa replicação viral da HBV. A terapia antirretroviral (TARV) para o HIV deve ser cuidadosamente escolhida para incluir medicamentos que também possuam atividade contra o HBV. As diretrizes atuais recomendam regimes que contenham dois agentes nucleosídeos/nucleotídeos com atividade anti-HBV, como o tenofovir (TDF ou TAF) em combinação com lamivudina (3TC) ou emtricitabina (FTC). O dolutegravir é um inibidor da integrase eficaz para o HIV e é frequentemente usado em esquemas de primeira linha. Portanto, a combinação de tenofovir, lamivudina e dolutegravir é uma escolha apropriada para tratar ambas as infecções simultaneamente, otimizando o controle viral e protegendo o fígado.
Em pacientes com HIV, a Hepatite B crônica progride mais rapidamente para cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. O tratamento da HBV em co-infectados melhora os desfechos hepáticos e a sobrevida.
Os principais medicamentos antirretrovirais com atividade contra o HBV são o Tenofovir (TDF ou TAF) e a Lamivudina (3TC) ou Emtricitabina (FTC). Eles são componentes essenciais da terapia em pacientes co-infectados.
Um paciente HIV positivo com AgHBs positivo por mais de 6 meses e anti-HBe negativo indica Hepatite B crônica HBeAg-negativa. A conduta é iniciar a terapia antirretroviral para HIV que inclua agentes ativos contra o HBV, como Tenofovir e Lamivudina, para tratar ambas as infecções simultaneamente.
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