FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Em relação à coinfecção HIV/HBV, considere as proposições a seguir. 1. Indivíduos infectados pelo HIV que desenvolvem hepatite aguda pelo HBV têm risco 5 a 6 vezes maior de se tornarem portadores crônicos do HBV quando comparados a HIV negativos. 2. Apresenta replicação viral mais elevada do DNA do HBV e, como consequência, risco de desenvolver doença crônica hepática grave. 3. A taxa de resistência à lamivudina é estimada em 15% a 30% ao ano e tem sido associada ao uso prolongado dessa droga. 4. Os inibidores de protease e inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos não estão associados a uma maior hepatoxicidade nesses pacientes. São CORRETAS as proposições contidas em:
Coinfecção HIV/HBV → ↑ risco de cronicidade HBV, ↑ replicação viral, ↑ resistência à lamivudina.
A coinfecção HIV/HBV é um desafio clínico significativo, pois a imunossupressão pelo HIV aumenta o risco de cronificação da hepatite B, eleva a carga viral do HBV e pode levar a maior hepatotoxicidade de alguns antirretrovirais, além de maior taxa de resistência a drogas como a lamivudina.
A coinfecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e o Vírus da Hepatite B (HBV) é um problema de saúde pública global, com implicações significativas para o manejo clínico. A prevalência de coinfecção varia, mas é considerável, especialmente em populações de alto risco. A imunossupressão causada pelo HIV altera a história natural da infecção pelo HBV, tornando-a mais agressiva e com maior probabilidade de cronificação. Em indivíduos co-infectados, a replicação viral do HBV é frequentemente mais elevada, e o risco de desenvolver hepatite B crônica é 5 a 6 vezes maior em comparação com indivíduos HIV-negativos. Essa maior carga viral do HBV contribui para uma progressão mais rápida da doença hepática, incluindo fibrose, cirrose e hepatocarcinoma. Além disso, a taxa de resistência a antivirais como a lamivudina é maior devido à pressão seletiva do uso prolongado. O tratamento da coinfecção HIV/HBV é complexo e deve considerar a terapia antirretroviral (TARV) para o HIV que também seja ativa contra o HBV. Medicamentos como tenofovir e entecavir são preferidos devido à sua potente atividade anti-HBV e menor risco de resistência. É crucial monitorar a função hepática e a carga viral de ambos os vírus, pois alguns antirretrovirais, como inibidores de protease e ITRNNs, podem ter maior hepatotoxicidade nesses pacientes, exigindo ajustes e vigilância.
O HIV, ao causar imunossupressão, aumenta o risco de cronificação da hepatite B em indivíduos co-infectados, eleva a replicação viral do HBV e acelera a progressão para doença hepática crônica, cirrose e hepatocarcinoma.
A resistência à lamivudina é uma preocupação significativa na coinfecção HIV/HBV devido ao uso prolongado da droga, que pode selecionar mutações virais, e à replicação viral mais elevada do HBV em pacientes imunossuprimidos.
Os inibidores de protease (IP) e os inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNN) são classes de antirretrovirais que podem estar associadas a uma maior hepatotoxicidade em pacientes co-infectados HIV/HBV, exigindo monitoramento cuidadoso.
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