Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Uma mulher de 23 anos comparece ao ambulatório de ginecologia com resultado de papanicolau que evidenciou “coilocitose” e metaplasia escamosa. Esse laudo é sugestivo de:
Coilocitose em Papanicolau → Marcador citopático de infecção por HPV.
A coilocitose é uma alteração citopática característica da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) nas células escamosas do colo uterino. Sua presença no Papanicolau é um forte indicativo de infecção viral, que pode levar a lesões pré-cancerígenas e câncer cervical.
O exame de Papanicolau, ou citologia cervical, é uma ferramenta fundamental no rastreamento e prevenção do câncer de colo uterino. Sua principal função é identificar alterações celulares que possam indicar a presença de infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) e lesões pré-cancerígenas. A infecção por HPV é a causa primária do câncer cervical, sendo essencial o reconhecimento precoce de seus marcadores citopatológicos. A coilocitose é o achado citopático mais característico da infecção por HPV. Ela se manifesta como células escamosas com citoplasma vacuolizado (halo perinuclear claro) e núcleos hipercromáticos, irregulares e muitas vezes aumentados. A metaplasia escamosa, por sua vez, é um processo fisiológico de substituição celular que ocorre na junção escamocolunar do colo, a área mais vulnerável à infecção pelo HPV. A presença conjunta de coilocitose e metaplasia escamosa em um laudo de Papanicolau é um forte indicativo de infecção viral ativa. A conduta após um Papanicolau com coilocitose deve seguir as diretrizes nacionais e internacionais para rastreamento de câncer de colo. Geralmente, em mulheres jovens, pode-se optar por um seguimento com repetição do exame em um período determinado, enquanto em casos de lesões mais avançadas ou persistência da infecção, a colposcopia com biópsia pode ser indicada. O objetivo é monitorar a progressão da infecção e tratar lesões pré-cancerígenas antes que evoluam para câncer invasivo, garantindo a saúde reprodutiva da mulher.
Coilocitose é uma alteração morfológica celular caracterizada por um halo perinuclear claro e núcleo hipercromático e irregular. É considerada o efeito citopático mais específico da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) nas células escamosas.
A presença de coilocitose indica infecção por HPV. A conduta dependerá da idade da paciente e do protocolo local, mas geralmente envolve repetição do Papanicolau em 6-12 meses ou encaminhamento para colposcopia, especialmente se houver outras alterações ou persistência.
A metaplasia escamosa é um processo fisiológico de substituição do epitélio colunar por epitélio escamoso na zona de transformação do colo uterino. Embora seja comum e não patológica por si só, a zona de transformação é o local mais suscetível à infecção por HPV e ao desenvolvimento de lesões, por isso é frequentemente vista junto com a coilocitose.
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