ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
A colpocitologia oncótica, ou citologia vaginal, segue representando método importante no rastreio do câncer de colo uterino no contexto do Sistema Único de Saúde. Quanto à interpretação dos achados citológicos, assinale a alternativa correta.
Coilocitose ≠ acúmulo fisiológico de glicogênio; glicogênio mantém núcleo picnótico.
A diferenciação entre coilocitose e o acúmulo fisiológico de glicogênio é crucial na citologia, pois a coilocitose indica infecção por HPV e potencial lesão, enquanto o glicogênio é um achado normal em células superficiais. A morfologia nuclear é o principal diferencial.
A colpocitologia oncótica, ou Papanicolau, é um método fundamental no rastreio do câncer de colo uterino, especialmente no SUS. Sua interpretação correta é crucial para a detecção precoce de lesões pré-malignas e malignas. A prevalência de infecção por HPV, principal agente etiológico do câncer cervical, torna a identificação de alterações citopatológicas como a coilocitose um pilar da prevenção. A coilocitose é um marcador citológico da infecção por HPV, caracterizada por um halo perinuclear claro, citoplasma denso e alterações nucleares como hipercromasia e aumento do tamanho. É vital diferenciá-la de achados benignos, como o acúmulo fisiológico de glicogênio, que também pode criar um halo, mas sem as atipias nucleares. Outros fatores como radioterapia ou quimioterapia podem induzir alterações celulares que mimetizam lesões, exigindo atenção na interpretação. A conduta frente aos achados citológicos segue protocolos específicos. Um ASCUS em pacientes jovens (<30 anos) geralmente requer repetição do exame em 12 meses, enquanto em pacientes mais velhas ou com persistência, pode indicar colposcopia. O conhecimento dessas nuances é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência médica, garantindo um manejo adequado e evitando intervenções desnecessárias ou atrasos diagnósticos.
A principal alteração é a coilocitose, caracterizada por um halo perinuclear claro, citoplasma denso e alterações nucleares como hipercromasia, irregularidade da membrana e aumento do tamanho nuclear.
A coilocitose apresenta alterações nucleares características (aumento, hipercromasia, irregularidade), enquanto o acúmulo de glicogênio, embora possa criar um halo perinuclear, mantém o núcleo picnótico e regular, típico da célula superficial normal.
Em pacientes com ASCUS e idade inferior a 30 anos, a conduta inicial recomendada é a repetição da citologia em 12 meses, não sendo indicada a colposcopia imediata, a menos que haja persistência do achado ou outros fatores de risco.
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