UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Todas as sextas-feiras, o médico e a agente comunitária de saúde coordenam um grupo de moradores durante caminhada pelo bairro. Costumam passar por horta que fornece diferentes vegetais a vários comércios da cidade. O médico observou que os trabalhadores exercem parte de sua atividade em pé, porém curvados, notadamente para colocar as sementes no solo, e que não usam equipamentos de proteção individual ao pulverizarem agrotóxicos nas plantações. Após a caminhada, o médico retorna à horta e combina de atender em consulta todos os cinquenta e quatro trabalhadores rurais nas próximas duas semanas. Detecta quinze trabalhadores com lombalgia crônica, três com dermatite nos braços e um com queixa de fraqueza, roncos, sibilos, salivação aumentada, sudorese e bradicardia. O médico transferiu este último paciente para um serviço de urgência, ofereceu sessões de ginástica laboral e alongamento a todos os trabalhadores e lhes explicou sobre o nexo causal entre os sintomas e a atividade ocupacional.SE CONSIDERARMOS QUE A FREQUÊNCIA DE LOMBALGIA É SEMELHANTE EM TODAS AS HORTAS DO PAÍS, QUAL É O COEFICIENTE DE PREVALÊNCIA DESSA CONDIÇÃO CLÍNICA ENTRE OS TRABALHADORES RURAIS DE HORTA NO PAÍS?
Coeficiente de Prevalência = (Casos existentes / População total sob risco) x Fator de multiplicação.
O coeficiente de prevalência mede a proporção de indivíduos em uma população que apresentam uma doença ou condição em um determinado momento ou período. É calculado dividindo o número de casos existentes pelo total da população sob risco, multiplicado por uma constante.
O coeficiente de prevalência é um indicador epidemiológico fundamental que expressa a proporção de indivíduos em uma população que apresenta uma determinada doença ou condição em um ponto específico no tempo ou em um período. Ele reflete a carga total de uma doença na comunidade, incluindo tanto casos novos quanto antigos, sendo crucial para o planejamento em saúde. Seu cálculo é direto: número de casos existentes da doença dividido pela população total sob risco, multiplicado por uma constante (geralmente 100 ou 1000 para expressar em porcentagem ou por mil). A prevalência é influenciada pela incidência da doença e pela duração da mesma; doenças com alta incidência ou longa duração tendem a ter maior prevalência, enquanto doenças de curta duração ou alta letalidade podem ter baixa prevalência. Para residentes, compreender e calcular a prevalência é essencial para a saúde pública e ocupacional. Permite avaliar a magnitude de problemas de saúde, como a lombalgia crônica ou dermatites ocupacionais, e planejar intervenções adequadas, como programas de ginástica laboral ou medidas de proteção contra agrotóxicos, como demonstrado no caso clínico.
Prevalência mede a proporção de casos existentes (novos e antigos) de uma doença em um dado momento na população, enquanto incidência mede a taxa de novos casos de uma doença em uma população em risco durante um período específico.
É calculado dividindo o número total de casos existentes de uma doença em uma população em um determinado momento pelo número total de pessoas na população sob risco nesse mesmo momento, geralmente multiplicado por 100 ou 1000.
Ele ajuda a estimar a carga de uma doença na comunidade, planejar serviços de saúde, alocar recursos e identificar grupos populacionais com maior necessidade de intervenção, como no caso de doenças ocupacionais.
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