UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017
Em uma cidade da Grande São Paulo, em 1994, morreram 16 mulheres durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gravidez, pelas seguintes causas primárias: 2 por septicemia pós-aborto; 5 por complicações hipertensivas da gestação; 2 por hemorragia de terceiro trimestre; 2 por infecção pós cesárea; 3 por cardiopatia agravada pela gestação; 2 por acidentes de trânsito. Considerando-se que, nesse mesmo ano, nasceram nessa cidade 10.000 nascidos vivos, o coeficiente de mortalidade materna, para o ano de 1994, foi de:
Coeficiente de Mortalidade Materna = (Óbitos Maternos / Nascidos Vivos) x 100.000.
O coeficiente de mortalidade materna é um indicador crucial em saúde pública, calculado pela razão entre o número de óbitos maternos (durante a gestação ou até 42 dias pós-parto, por causas relacionadas à gravidez) e o número de nascidos vivos, multiplicado por 100.000. É fundamental excluir mortes por causas acidentais.
O coeficiente de mortalidade materna é um dos indicadores mais sensíveis da qualidade da assistência à saúde da mulher e do desenvolvimento social de um país. Ele reflete a proporção de mulheres que morrem devido a complicações da gravidez, parto e puerpério. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define óbito materno como a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gravidez, independentemente da duração e local da gestação, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. Para o cálculo, somam-se os óbitos maternos diretos e indiretos (excluindo os acidentais) e divide-se pelo número de nascidos vivos no mesmo período e local, multiplicando o resultado por 100.000. No caso da questão, 16 mortes totais - 2 por acidentes de trânsito = 14 óbitos maternos. Coeficiente = (14 / 10.000) * 100.000 = 140 mortes por 100.000 nascidos vivos.
É a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de 42 dias após o término da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais.
É um dos principais indicadores de saúde de uma população, refletindo a qualidade da assistência à saúde da mulher durante a gestação, parto e puerpério, e o nível de desenvolvimento socioeconômico de uma região.
As principais causas diretas incluem síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções (septicemia) e aborto inseguro. Causas indiretas são doenças preexistentes agravadas pela gestação, como cardiopatias.
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