SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017
O gráfico apresentado refere-se à evolução das taxas de mortalidade infantil, segundo o grupo etário, até junho de 2016 e nos quatro anos precedentes. Para o cálculo da mortalidade infantil considera-se a relação entre o número de óbitos de crianças abaixo de
Mortalidade Infantil = (Óbitos < 1 ano / Nascidos Vivos) × 1.000.
O coeficiente de mortalidade infantil avalia o risco de um nascido vivo morrer antes de completar um ano de vida, sendo um indicador sensível das condições de vida e saúde.
A mortalidade infantil é um dos indicadores mais clássicos da saúde pública mundial. Ela reflete não apenas a qualidade da assistência médica (pré-natal e parto), mas também o nível de desenvolvimento socioeconômico, saneamento básico e nutrição de uma população. No Brasil, observou-se uma queda acentuada nas últimas décadas, principalmente no componente pós-neonatal, devido a intervenções como vacinação, terapia de reidratação oral e aleitamento materno. Para fins de prova, é essencial decorar a fórmula: número de óbitos de residentes com menos de um ano de idade, dividido pelo número de nascidos vivos residentes, multiplicado por mil. É importante notar que natimortos (óbitos fetais) não entram no cálculo da mortalidade infantil, mas sim na taxa de mortalidade perinatal ou natimortalidade.
A mortalidade infantil refere-se estritamente aos óbitos ocorridos em crianças com menos de um ano de idade (0 a 364 dias). Já a mortalidade na infância (ou mortalidade de menores de 5 anos) abrange todos os óbitos ocorridos desde o nascimento até completar 5 anos de idade. Ambos utilizam o número de nascidos vivos no denominador, mas o numerador difere na faixa etária abrangida.
Ela é dividida em dois componentes principais: neonatal e pós-neonatal. O componente neonatal refere-se aos óbitos do nascimento até os 27 dias de vida (subdividido em neonatal precoce até 6 dias e tardio de 7 a 27 dias). O componente pós-neonatal refere-se aos óbitos ocorridos dos 28 dias até completar 1 ano. O componente neonatal está mais ligado a causas biológicas e assistência ao parto, enquanto o pós-neonatal reflete condições ambientais.
O número de nascidos vivos é utilizado porque representa a população sob risco de sofrer o evento (óbito) durante o primeiro ano de vida. Diferente de taxas de mortalidade geral que usam a população total, coeficientes de mortalidade infantil e materna utilizam nascidos vivos para garantir maior precisão epidemiológica sobre o grupo específico em risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo