Código de Ética Médica: Autonomia e Informação ao Paciente

COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020

Enunciado

A P.S., de 68 anos, há 5 anos apresentando sintomas de nictúria, urgência miccional e gotejamento terminal, mora com a esposa e, apesar de muito lúcido, não quis dar atenção ao problema. Certa noite, incomodado e com dor, queixou-se com a esposa que, de imediato, contou o fato a um dos filhos. Levado ao hospital, realizou exames, sugestivos de câncer de próstata invasivo e metastático. O médico assistente, diante da gravidade do caso, conta-o inicialmente à família. Sua esposa pede-lhe que não fale da gravidade do caso, visto que não há o que ser feito para a cura de A.P.S.. Segundo o Código de Ética Médica, a atitude do médico assistente prevê o seguinte:

Alternativas

  1. A) Tratando-se de doença grave, informar prioritariamente a família sobre prognóstico, riscos e objetivo do tratamento, decidindo conjuntamente sobre relatar ou não e a maneira como fazê-lo ao paciente
  2. B) Não abandonar o paciente, mesmo que a moléstia seja incurável, informando, se consciente, sobre a gravidade, o prognóstico, riscos e objetivo do tratamento; sendo necessário, institui-se e acompanha-se em cuidados paliativos
  3. C) Informar o paciente de seu estado, gravidade possibilidades de tratamento, realização de procedimentos e cuidados paliativos, independentemente de sua consciência e anuência
  4. D) Instituir tratamento com os melhores procedimentos e técnicas disponíveis para a garantia e o suporte de vida do paciente, independentemente de sua consciência e anuência
  5. E) Informar ao paciente, em todos os aspectos e objetivamente, o estado e a gravidade de sua moléstia, em quaisquer circunstâncias, sob possibilidade de petição e instituição de processo judicial contra o médico assistente

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