PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2019
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, vítima de acidente por arma de fogo com trauma esplênico evoluiu para óbito após 48 horas de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A mãe do adolescente solicita ao médico responsável pela UTI relatório detalhado dos cuidados prestados, além de acesso ao prontuário. De acordo com o Capítulo X - Documentos médicos - do Código de Ética Médica Brasileiro (2010), assinale a opção CORRETA nessa situação.
CEM: Representante legal tem direito irrestrito ao prontuário do paciente falecido.
De acordo com o Código de Ética Médica, o médico tem o dever de fornecer o prontuário ao representante legal do paciente, inclusive após o óbito, sem necessidade de justificativa, garantindo a transparência e o direito à informação.
O Código de Ética Médica (CEM) é um pilar fundamental da prática médica, orientando a conduta dos profissionais em diversas situações, incluindo a gestão de documentos médicos. O prontuário do paciente é um registro essencial que documenta toda a assistência prestada, sendo um instrumento legal e ético de grande importância. A transparência e o direito à informação são princípios que regem o acesso a esses documentos. Conforme o Capítulo X do CEM, o médico tem o dever de fornecer o prontuário ao paciente ou seu representante legal. Este direito se estende mesmo após o óbito do paciente, garantindo que a família ou o representante legal possa ter acesso às informações sobre os cuidados prestados. Não é necessária qualquer justificativa para que o representante legal solicite e obtenha o acesso ao prontuário, reforçando a autonomia do paciente e de seus familiares. É crucial que o médico esteja ciente dessas normativas para evitar infrações éticas. Em situações de morte violenta, o atestado de óbito não deve ser emitido pelo médico assistente, mas sim por um médico legista após investigação, a fim de preservar a cadeia de custódia e a integridade da investigação criminal. A compreensão desses aspectos éticos e legais é indispensável para a prática médica responsável e para a proteção tanto do paciente quanto do profissional.
O representante legal do paciente falecido, como pais, cônjuge ou filhos, tem o direito de acessar o prontuário, conforme o Código de Ética Médica.
Não, o Código de Ética Médica estabelece que o médico tem o dever de permitir o acesso do representante legal ao prontuário do paciente, sem que haja necessidade de justificativa.
Em caso de morte violenta, o médico não deve fornecer o atestado de óbito, pois a causa da morte deve ser investigada por autoridades legais e o documento emitido pelo Instituto Médico Legal (IML).
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