AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Após tentativas frustradas de contatar o médico assistente de um paciente com vômitos incoercíveis, a enfermeira pede ajuda a um médico, que, após avaliar o paciente, prescreveu medicação. A seguir, evolui no prontuário e comunicou o médico assistente. De acordo com o código de ética médica, a atitude do médico foi:
Em emergência, médico deve intervir, prescrever, evoluir prontuário e comunicar assistente; é dever ético.
Em situações de urgência e emergência, o Código de Ética Médica permite e, em muitos casos, exige que o médico preste atendimento, mesmo que o paciente não seja seu. A conduta de avaliar, prescrever, evoluir no prontuário e comunicar o médico assistente é considerada adequada e ética, visando o bem-estar do paciente.
O Código de Ética Médica (CEM) estabelece os princípios e normas que regem a conduta dos médicos no Brasil, visando proteger o paciente e a sociedade. Um dos pilares fundamentais é o dever de assistência, especialmente em situações de urgência e emergência. O médico tem a obrigação de prestar socorro e atendimento imediato, mesmo que o paciente não seja seu, priorizando a vida e a saúde do indivíduo. No cenário descrito, a atitude do médico está em total conformidade com o CEM. Ao ser solicitado pela enfermeira e constatar a necessidade de intervenção, o médico agiu corretamente ao avaliar o paciente, prescrever a medicação necessária e evoluir no prontuário. A evolução no prontuário é um registro essencial para a segurança do paciente, a continuidade do tratamento e a documentação legal da assistência prestada. A comunicação com o médico assistente, embora não seja um impedimento para a intervenção inicial, é uma prática de boa conduta e colaboração profissional, garantindo que o médico principal esteja ciente da situação e possa retomar o acompanhamento de forma informada. É um erro comum entre estudantes e profissionais menos experientes acreditar que a intervenção em um paciente 'de outro médico' é inadequada. No entanto, o CEM é claro ao priorizar a vida e a saúde do paciente em detrimento de formalidades. A omissão de socorro ou a recusa de atendimento em emergência são infrações éticas graves. Portanto, a conduta do médico na questão demonstra responsabilidade, ética e profissionalismo, sendo um exemplo de boa prática médica.
Sim, o Código de Ética Médica permite e, em situações de urgência e emergência, exige que o médico preste assistência ao paciente, independentemente de ser o médico assistente.
Sim, é fundamental que o médico que prestou atendimento em uma emergência registre todas as informações relevantes, incluindo avaliação, conduta e prescrição, no prontuário do paciente para garantir a continuidade do cuidado e a segurança do paciente.
A comunicação com o médico assistente é crucial para informá-lo sobre a condição do paciente, as intervenções realizadas e quaisquer mudanças no plano terapêutico, assegurando a coordenação do cuidado e a responsabilidade compartilhada.
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