Código de Ética Médica: Autonomia do Paciente e Vedações

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Segundo o Código de Ética Médica, é VEDADO ao médico:

Alternativas

  1. A) Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte;
  2. B) Requerer desagravo público ao Conselho Regional de Medicina, quando atingido no exercício de sua profissão;
  3. C) Internar e assistir seus pacientes em hospitais privados e públicos, com caráter filantrópico ou não, sem estar no corpo clínico;
  4. D) Propor a realização de junta médica ou segunda opinião, solicitada pelo paciente ou por seu representante legal, porque estaria se desfazendo de sua prerrogativa como médico assistente.

Pérola Clínica

CEM: É VEDADO desrespeitar autonomia do paciente, exceto em iminente risco de morte.

Resumo-Chave

O Código de Ética Médica (CEM) protege a autonomia do paciente, garantindo seu direito de decidir sobre procedimentos diagnósticos e terapêuticos. A única exceção para essa vedação é em situações de iminente risco de morte, onde a intervenção pode ser necessária para salvar a vida do paciente.

Contexto Educacional

O Código de Ética Médica (CEM) é o conjunto de normas que regulamenta a conduta dos médicos no Brasil, visando proteger a sociedade e a dignidade da profissão. Ele aborda princípios fundamentais como a beneficência, não maleficência, justiça e, de forma proeminente, a autonomia do paciente. A compreensão dessas diretrizes é essencial para a prática médica diária e para a formação de profissionais éticos. A autonomia do paciente é um pilar da ética médica, garantindo que o indivíduo tenha o direito de decidir livremente sobre seu próprio corpo e tratamento, após ser devidamente informado. O CEM veda expressamente qualquer desrespeito a esse direito, reforçando a importância do consentimento informado. Essa prerrogativa do paciente só encontra uma exceção em situações de iminente risco de morte, onde a intervenção médica imediata é justificada para preservar a vida. É crucial que o médico estabeleça uma relação de confiança com o paciente, fornecendo informações claras e compreensíveis para que ele possa tomar decisões conscientes. O conhecimento das vedações do CEM é fundamental para evitar infrações éticas e legais, assegurando uma prática profissional responsável e humanizada, alinhada com os princípios da bioética e os direitos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os direitos fundamentais do paciente segundo o Código de Ética Médica?

O paciente tem direito à informação clara, ao sigilo médico, à escolha do tratamento e, principalmente, à autonomia para decidir sobre sua saúde, exceto em iminente risco de morte, conforme o CEM.

Em que situação o médico pode desrespeitar a decisão do paciente?

A única exceção prevista no CEM para desrespeitar a decisão do paciente é em caso de iminente risco de morte, onde a intervenção é vital para salvar a vida e não há tempo hábil para obter consentimento.

O que é o consentimento informado e qual sua importância?

O consentimento informado é a permissão dada pelo paciente após receber todas as informações sobre seu estado de saúde, opções de tratamento, riscos e benefícios. É crucial para garantir sua autonomia e a relação de confiança médico-paciente.

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