HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
O Código de Ética Médica contém as normas que devem ser seguidas pelos médicos no exercício de sua profissão. Sobre doação e transplante de órgãos e tecidos, é vedado ao médico, EXCETO:
Manter sinais vitais em morte encefálica para transplante é PERMITIDO; demais opções (comercialização, não esclarecer, doador incapaz, equipe de transplante diagnosticar morte) são VEDADAS.
O Código de Ética Médica estabelece diretrizes claras para a doação e transplante de órgãos. É permitido ao médico manter os sinais vitais de um paciente com morte encefálica para viabilizar a doação de órgãos, pois isso não prolonga a vida, mas sim a função dos órgãos para o transplante. As outras ações listadas são vedadas por conflito de interesse ou princípios éticos.
O Código de Ética Médica (CEM) é o balizador da conduta profissional, e as questões relacionadas à doação e transplante de órgãos e tecidos são de extrema sensibilidade e complexidade ética. A doação de órgãos é um ato de solidariedade que salva vidas, mas deve ser conduzida com o mais alto rigor ético e legal para garantir a dignidade do doador e a lisura do processo. O CEM estabelece diversas vedações para proteger a integridade do ato médico e a autonomia dos envolvidos. É vedado ao médico, por exemplo, participar do processo de diagnóstico da morte ou da decisão de suspender meios artificiais de vida quando pertence à equipe de transplante, para evitar conflito de interesses. Da mesma forma, é proibido deixar de esclarecer o doador ou seus representantes sobre os riscos, e é terminantemente vedada a comercialização de órgãos ou a retirada de órgãos de doador vivo juridicamente incapaz. No entanto, uma ação que NÃO é vedada, e é inclusive necessária em muitos casos, é a manutenção dos sinais vitais por meios artificiais em um paciente com morte encefálica já constatada, com a finalidade de preservar a viabilidade dos órgãos para transplante. A morte encefálica é a cessação irreversível das funções encefálicas, e a manutenção da circulação e oxigenação nesse contexto não prolonga a vida do indivíduo, mas sim a função dos órgãos que serão doados, um ato eticamente aceitável e humanitário.
As principais vedações incluem participar do diagnóstico de morte quando se pertence à equipe de transplante, não esclarecer adequadamente doador/receptor, retirar órgãos de doador vivo juridicamente incapaz e, especialmente, participar da comercialização de órgãos.
Sim, é permitido e, muitas vezes, necessário. Após a constatação da morte encefálica, a manutenção dos sinais vitais por meios artificiais visa preservar a viabilidade dos órgãos para transplante, não configurando prolongamento da vida.
A vedação visa evitar conflitos de interesse. A equipe responsável pelo diagnóstico da morte deve ser independente da equipe que realizará o transplante, garantindo a imparcialidade e a integridade do processo de constatação da morte.
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