PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
De acordo com o Código de Ética Médica (CEM) vigente, qual das alternativas abaixo é CORRETA?
Médico pode recusar aborto legal por objeção de consciência, mas deve encaminhar paciente; sigilo médico persiste após a morte.
O Código de Ética Médica assegura ao médico o direito de recusar procedimentos que contrariem sua consciência, como o aborto legal, desde que não haja risco de vida e o paciente seja encaminhado. O sigilo médico é um dever que se mantém mesmo após a morte do paciente, salvo exceções legais.
O Código de Ética Médica (CEM) é o principal guia para a conduta profissional dos médicos no Brasil, estabelecendo direitos, deveres e vedações. É crucial para a formação de residentes, pois aborda situações complexas do dia a dia clínico, desde a relação médico-paciente até questões bioéticas. A compreensão do CEM é indispensável para uma prática médica ética e legalmente segura. Entre os temas centrais do CEM, destacam-se o sigilo médico e a objeção de consciência. O sigilo é um pilar da relação de confiança, protegendo a privacidade do paciente mesmo após seu falecimento. A objeção de consciência permite ao médico recusar procedimentos que contrariem seus princípios morais ou religiosos, como o aborto legal, desde que não haja risco de vida e o paciente seja devidamente encaminhado. Outros pontos relevantes incluem o credenciamento em instituições, que garante a qualificação do profissional, e a participação em comissões como a CIHDOTT, que exige imparcialidade e ausência de conflito de interesses. Dominar esses conceitos é vital para a tomada de decisões éticas e para evitar infrações que possam comprometer a carreira médica.
O sigilo médico é um dever ético que persiste mesmo após a morte do paciente, protegendo a intimidade e a dignidade do indivíduo. Exceções são raras e devem ser previstas em lei ou autorizadas judicialmente, não se aplicando automaticamente a doenças transmissíveis ou de conhecimento público.
Sim, o médico pode invocar a objeção de consciência para se recusar a realizar um aborto legal, desde que não haja risco iminente de vida para a paciente e que ele garanta o encaminhamento para outro profissional que possa realizar o procedimento.
O credenciamento é fundamental para garantir que o médico esteja apto e autorizado a exercer suas funções em determinada instituição, assegurando a qualidade e segurança do atendimento ao paciente. A falta de credenciamento impede o médico de internar pacientes ou realizar procedimentos.
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